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Monday, December 24, 2012

Revista do cinema S2/2012


Ao longo do segundo semestre, comentei sobre cinema em quatro posts. As produções de Hollywood "Argo" e "Ted" mereceram posts exclusivos. Abordei o argentino "Elefante Branco" e fiz justiça a "Intocáveis", filme francês que já alcançou os 50 milhões de espectadores no mundo inteiro.

Dois filmes em cartaz merecem menção. Gosto de "O Hobbit: Uma Jornada Inesperada" e estou pronto para os dois próximos filmes. Entretanto, depois de "O Senhor dos Anéis", me parece mais um caça-níqueis. Não surpreende. Não encanta.

"A Vida de Pi", de Ang Lee, é justamente o oposto. O uso de 3D e computação gráfica deu mais um salto. O filme é muito bom. Poderia ser melhor, se fosse mais aberto e não tentasse induzir demais a interpretação do público. Não vou falar mais, para não estragar. Imperdível.

Fora do cinemão, gostei do brasileiro "Gonzaga: De Pai pra Filho". Filme muito bem feito e com Brasil na medida certa.

Entre as muitas produções francesas que assisti, destaco "Le prénom" e "Le magasin des suicides". Se aparecerem no circuito nacional nos próximos meses, não percam. O primeiro tem jeitão de teatro. O debate familiar sobre o nome de um filho vindouro viaja pela História e Literatura e descamba nos conflitos pessoais. O segundo é uma animação musicada. Muito criativa e bem feita, apesar do desfecho bem bobinho.

Se não me engano, "The Angel's Share", de Ken Loach, só apareceu nos festivais ou num circuito muito reduzido. O filme merece estar entre os melhores do semestre. À época, escrevi no Twitter que desafiava os brasileiros a abrir mão da legenda. De fato, o pronunciado sotaque escocês faz parte do filme.

E por falar em Escócia, terra da infância de James Bond, fecho esta revista com "Operação Skyfall". Devo reconhecer que sempre considerei os filmes de 007 muito ruins, daqueles que nem justificam os nossos preciosos 120 minutos. Skyfall está bem longe disso.

Mais uma vez, Boas Festas!


Foto: Em noite de Fête des Lumières (Lyon), a estátua equestre de Luís XIV na Praça Bellecour. Ao fundo, a roda gigante e um restinho de fogos de artifício.

Friday, October 12, 2012

Intocáveis


Comentei sobre o filme "Intouchables" na revista do cinema do primeiro semestre. O texto mostra que não apostei no sucesso internacional do filme. Entretanto, as bilheterias confirmam a sua aceitação pelo mundo.

O filme conseguiu fugir do pequeno circuito tradicionalmente reservado ao cinema europeu. Se meu post original foi um pouco frio com esta ótima produção francesa, então fica aqui a correção e recomendação. Eu já o assisti duas vezes!


O nome do filme me faz lembrar o julgamento do mensalão. O grande legado desse processo não é a prisão de alguns corruptos, mas um recado muito claro para os políticos de hoje e do amanhã: Já não são mais intocáveis!

O julgamento tem sido uma grata surpresa. Temia que mais membros do STF se alinhassem ao "estilo Lewandowski". Felizmente, é a figura de Joaquim Barbosa que se impõe. Mais para frente, volto ao tema. Assim como muitos brasileiros, espero ansiosamente pela hora da dosimetria ;-)



Foto: Começando uma série de imagens sobre o Castelo de Windsor. Essa residência oficial da monarquia britânica é o maior castelo ocupado do mundo. As partes mais antigas remontam a 1070, época de Guilherme, o Conquistador.

Sunday, July 15, 2012

Revista do Cinema S1/2012


Durante o primeiro semestre, comentei sobre “A separação” e “Jogos vorazes”. “The artist”, vencedor do Oscar, esteve nos meus posts do ano passado.

Entre os dois filmes que homenageiam o cinema, “The artist” e “A Invenção de Hugo Cabret”, gostei mais do último. Fui ao cinema duas vezes para curtí-lo, pois raramente um filme em 3D é tão bom. Para quem gostou do filme, saiba que George Méliès é tema de uma mostra do MIS, em São Paulo.

Não vi grandes filmes neste semestre, mas achei “Os descendentes” e “O exótico Hotel Marigold” bem razoáveis. O último filme de Woody Allen, “Para Roma, com amor”, é muito pior do que seu anterior, “Meia-noite em Paris”, apesar do superelenco e da própria presença do diretor.

Mudando para o cinema francês. Só pude ver o blockbuster “Intouchables” (2011) no começo deste semestre. Entra na esteira dos sucessos franceses pouco exportáveis (“The artist” é uma história à parte).  É notável abocanhar 20 milhões de entradas num país de 65 milhões de habitantes. O filme é baseado numa história real sobre a relação de um empresário tetraplégico e seu acompanhante faz-tudo de origem humilde.  Uma comédia dramática, como diz a crítica.

A cadeira de rodas também foi a estrela do filme francês que balançou Cannes, “De rouille et d'os”. Este sim, muito mais dramático e com show de interpretação de Marion Cotillard. Recomendo para quem gosta da atriz e do cinema francês. Caso contrário, fique com a comédia.

Estou botando mais fé no próximo semestre. Teremos o remake de “Total Recall”, o “Hobbit” de Peter Jackson e “Les Misérables”. Também tem novos Batman e 007. Para fechar, o vencedor da Palma de Ouro, “Amour” de Michael Haneke. O diretor austríaco não faz filmes tão chatos como a maioria dos premiados em Cannes.


Foto: Mais uma tomada do complexo que inclui o Templo de Mármore de Bangkok. O céu pode estar meio cinzento, mas a temperatura passava dos 35.