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Tuesday, May 4, 2010

Pit-stop em SP 1

Fiz uma rapidíssima passagem pelo Brasil. Encurtei a viagem graças ao famigerado vulcão islandês. No meio da crise aérea, escolhi uma rota à prova de nuvens de cinzas. Fui de trem até Marselha, onde o aeroporto nunca fechou. De lá, fui para SP, via Madrid, outro aeroporto que escapou ileso.

No dia da viagem, a vida aérea européia parecia ter voltado ao normal. Tudo estava muito calmo. Na principal estação de trens de Lyon, a Gare Part-Dieu, notei que o pessoal da Sala VIP estava em greve. Os jornais Figaro e Le Monde não eram encontrados nas bancas por causa da greve dos distribuidores. Enfim, tudo normal.


Fotos: Fui a Bayonne num sábado e na segunda-feira seguinte, que era feriado. As duas fotos têm praticamente a mesma tomada. A diferença é clara: As pessoas! Domingos e feriados são assim mesmo. Ninguém nas ruas.

Tuesday, April 20, 2010

Depois do vendaval

Dezenas de milhares de pessoas ainda estão retidas ao redor do mundo por conta do bloqueio aéreo do qual a Europa começa a se livrar. Confesso que está sendo divertido ouvir as aventuras dos primeiros colegas que estavam na Ásia ou nas Américas e voltaram à França.

Entrar nos poucos vôos iniciais foi um sufoco. A regra básica é desobedecer a companhia aérea e botar pressão. Essa história de aguardar em casa não funciona. Meus colegas desembarcaram em Toulouse ou Marselha. Quem disse que havia trens, carros de aluguel ou mesmo hotéis para todos?

O trem é a alternativa lógica na Europa. Porém estamos em período de férias e dois amáveis sindicatos de maquinistas ainda estão em greve. Resultado, pouquíssimas vagas. Restam as locadoras de veículos. Não há carros para todos. De qualquer forma, quem eu encontrei passou o domingão na estrada.

Não foi só no trabalho que eu tive surpresas. No início da semana, recebi um recado da empregada. Ela estava retida na Tunísia, pois passou alguns dias num resort. Bem, não é à toa que, aqui na França, tratamos a empregada como Madame.


Foto: Bayonne em dia de feira. Nada como chegar na cidade em dia de feira, com bandas pelas ruas e até mesmo a Festa do Presunto, mas isso fica para o próximo post.


Saturday, April 17, 2010

O céu pode esperar

A inesperada erupção do vulcão islandês faz estragos. Apesar da sua contribuição para a redução das emissões de carbono, seja pela redução do tráfego aéreo ou pelo gigante filtro solar instalado sobre a Europa em plena primavera, os danos na economia são consideráveis.

Do lado prático, vocês podem imaginar o impacto na vida das pessoas. Tem um monte de gente querendo voltar para casa! Os hotéis próximos aos aeroportos estão lotados. Mesmo nas cidades, começam a faltar quartos. Há muita gente dormindo nos aeroportos também.

Entre meus contatos mais próximos, sortes diversas. Alguns esperam a liberação dos céus franceses em casa, outros em hotéis. Lembrando que nesses casos, ser reembolsado pela companhia aérea não é evidente. Felizmente, eu estou esperando a minha hora de embarcar, em casa, em Lyon.

Um colega se deu muito bem. Escapou de Lyon via Madrid, uma rota muito mais lógica do que a minha. Graças à minha fidelidade a Air France, eu acabo sempre passando por Paris. Durante a última noite, a imensa núvem de cinzas alcançou o centro da França e o aeroporto de Lyon também fechou. Sem escapatórias.


Foto: Para terminar as fotos de Biarritz. Acima, um detalhe da entrada do Palácio Imperial. Abaixo, uma villa próxima ao hotel em que estive.


Nota: O Facebook não importou corretamente alguns dos meus posts do Blogger. Se você tiver a ligeira impressão de que eu fiquei muito tempo sem escrever, vá ao meu perfil ou ao Blogger. Os posts engolidos pelo Facebook foram "What else?" e "Os miseráveis".