Tuesday, April 6, 2010

Maníaco do metrô

Paris possui uma fantástica rede de transporte público ferroviário, composta pelo metrô e trens de subúrbio. Assim como Londres, esta conquista é fruto de mais de um século de ampliações e melhoria contínua. Com milhões de passageiros utilizando este tipo de transporte, acidentes são inevitáveis. De vez em quando, alguém cai - ou é empurrado - sobre os trilhos. Caso o trem passe por cima. Bem, não é preciso comentar.

Com o sistema de vigilância das estações, aqueles que empurram não têm como escapar. São localizados e presos. Em sua maioria são doentes. O maníaco desta semana é um esquizofrênico. Até mesmo a sua família o considerava perigoso. Na falta de antecedentes criminais, a generosa "gendarmerie" o deixou livre.

Depois de cada episódio desse tipo, reina uma certa tensão nas estações. As pessoas ficam um pouco mais distantes da linha amarela e mais atentas. Depois de duas semanas, a vida volta ao normal.

Como esse tipo de crime é recorrente, fala-se em isolar as linhas do metrô. Na linha mais nova do metrô parisiense (14), há uma separação entre o cais e os trilhos. Enquanto o trem não chega, as portas não se abrem. Quando o trem chega, as portas dos vagões abrem em sincronia com as portas da separação. Evidentemente, a solução não é barata. Ela tem sido usada nas linhas de metrô mais modernas do mundo, sobretudo asiáticas.



Foto: A villa mais famosa de Biarritz, a Villa Belza. No começo do século XX, era o endereço certo para as melhores festas da cidade. Passou por um período de decadência, foi abandonada e finalmente restaurada. Acima, a visão da praia (Côte des Basques), numa foto tirada nesta segunda. Abaixo, a partir do Rochedo da Virgem, numa foto tirada neste domingo. O tempo melhorou. E muito!


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