Saturday, April 2, 2011

Sobre girópodes e quadrúpedes

Imagino que o leitor já tenha visto um Segway no Brasil ou no exterior. Clíque aqui, caso não o conheça. Trata-se de um meio de transporte bastante inovador, que tem atraído cada vez mais indivíduos e empresas. No início, eram tão poucos que poderiam ser ignorados pelas autoridades públicas. Na medida em que se tornam mais numerosos, não há como ignorá-los.

O que inspira este post não é o Segway em si, mas como ele foi recebido pelas autoridades públicas em dois países. As primeiras reações das autoridades brasileiras e francesas são diametralmente opostas.

Do ponto de vista linguístico, ambos os países escolheram uma forma para evitar a menção da marca comercial Segway. A França usa "gyropode". O Brasil prefere "equipamentos de mobilidade individual autopropelidos". Mas, vamos ao que importa:

No Brasil, o Contran estabeleceu que os equipamentos de mobilidade individual autopropelidos não podem circular nas vias. São permitidos apenas nas calçadas.

Na França, um representante da prefeitura de Lyon declarou: "Uma coisa é certa, esses equipamentos não podem ser usados nas calçadas, reservadas aos pedestres".

Enfim, duas visões de mundo: A carrocêntrica e a antropocêntrica.



Foto: Uma outra tomada da arena de Nîmes, a partir do Boulevard Victor Hugo. A seguir, dois sites sobre o local:

Como centro de touradas: http://www.arenesdenimes.com/


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