Sunday, September 11, 2011

Amigo Schyzo

Eu nunca tive perfis falsos nas redes sociais, apenas perfis de teste. É diferente. Explico melhor.

No LinkedIn, usei um nome fictício para navegar anonimamente. Há alguns anos, estava recrutando e naveguei pelo site procurando candidatos. Passei os perfis mais interessantes para um headhunter, pois não poderia abordar tais pessoas diretamente. Era prudente não deixar rastro em meu nome.

No Twitter, usei o perfil para conhecer melhor a ferramenta. Também fiz simulações para ver como funcionam os serviços que medem a influência do tuiteiro. Foi um experimento.

No Facebook, mais ou menos na mesma linha, quis entender melhor como o site prioriza as atualizações, sugere contatos, dirige anúncios, etc. Assim como no Twitter, testei bastante o princípio da reciprocidade ("você me segue, eu te sigo"). Enfim, ciência pura ;-)

Como o Brasil ainda não sabe se vai para uma linha mais restritiva ou liberal, com relação ao uso da Web, me antecipei e apaguei tudo.

Foi uma pena. Deveria ter repassado o material para algum estudioso. Mesmo dando o nome de Schyzo para o meu perfil de teste, vieram centenas - eu disse centenas - de mensagens do tipo: "Que legal que você aceitou o meu convite"; "qualquer hora vamos nos encontrar"; "temos os mesmos interesses"; "você tem um amigo por aqui"; "te espero aqui no Rio"; "como eu posso ajudá-lo?"; etc. Baseado no princípio da reciprocidade, o Schyzo conquistou muito mais "amigos" do que eu.


Foto: Desde que mudei de Lyon, quando retorno a cidade, costumo ficar hospedado nos arredores da antiga estação de trem de Brotteaux, que hoje abriga diversos restaurantes.

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