Wednesday, April 18, 2012

Louvre Jr.

A abertura de filiais do Louvre sempre suscitou polêmica. É compreensível, pois o apreço pelo tesouro ali guardado é imenso. No final do ano, será inaugurada a filial de Lens (quase na Bélgica) e, mais tarde, a de Abu Dhabi.

O Emirado Árabe receberá pequenos lotes para exposições curtas. Já em Lens, algumas centenas de obras ficarão por meses ou até anos. Lens pediu a Mona Lisa. A resposta foi óbvia: Non!

O Louvre de Lens terá uma diferença em relação à matriz, não será departamentalizado. Em Paris, o museu é dividido em alas: Egito, Roma, Pinturas italianas, etc. Em Lens, prevalecerá uma organização cronológica, onde poderemos ter uma visão mais ampla da Arte, comparando o que era feito em diferentes lugares do mundo à mesma época. Pessoalmente, prefiro assim.

Na realidade, museus menores podem ter uma dimensão mais humana. Talvez com menos obras e mais informações, a experiência da visita possa ser ainda mais rica. Felizmente, pude ir muitas vezes ao Louvre. Devido às suas dimensões gigantescas, sempre acabo pulando muitas coisas.

Uma outra questão com relação ao grandes museus é que grande parte do acervo nem chega a ser exibida. Neste aspecto, o museu deixa de cumprir a sua função social. Um museu não é um cofre, é um canal que permite contato da população com a Arte de todos os tempos. É um espaço de aprendizado, de convívio, de troca e assim por diante. Enfim, mais um ponto a favor da filialização.


Foto: Skyline do centro de Chicago, visto do Millenium Park.
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