Saturday, May 5, 2012

Choque

França, 2 de maio de 2012. Ao entrar no no escritório da Rhodia em Aubervilliers, periferia de Paris, um colega foi vítima de furto, daqueles bem conhecidos no Brasil: Quebra-se o vidro e leva-se a bolsa. Nenhum dano pessoal, apenas o choque.

Diante de uma situação tão incomum, a administração do prédio, sede de P&D e Informática emitiu um alerta. Entre outras recomendações:

- Travar as portas do carro enquanto dirigir;
- Não deixar bolsas ou objetos de valor visíveis no seu veículo;
- Não deixar a chave no contato mesmo que sair do veículo por um instante;
- Não deixar os documentos no carro.

Para os brasileiros, tais orientações parecem piada, afinal convivemos com a insegurança pública há muitos anos. Se esse tipo de orientação é cada vez mais frequente na França e na Europa, vale ainda algumas ressalvas:

- Foi um furto e não um assalto. Os episódios com armas de fogo são raríssimos.
- Aubervilliers é uma área periférica. Conhecido como subúrbio ruim de Paris, palco de rebeliões e carros queimados, aguardou por muitos anos a definição da sede dos Jogos Olímpicos. A reurbanização da área estaria associada aos Jogos. Com a derrota para Londres, o projeto atrasou. Hoje, o bairro está em plena transformação.
- As poucas ocorrências merecem a devida atenção. Envolvimento de todos e da Polícia garantem que a banalização da violência pela sociedade ainda esteja muito distante.

Com os quatro anos de França, tenho uma coleção de casos de falcatruas e pequenas violências para contar. Algumas delas testemunhadas por brasileiros. Mesmo com a chamada decadência europeia, viver no "rico" Brasil continua muitíssimo mais perigoso.


Foto: Na tomada do lago Michigan, destaque para a Willis Tower (ex-Sears), que ainda é o mais alto dos EUA.
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