Tuesday, October 13, 2009

Saco!

Não sei se os supermercados brasileiros ainda distribuem sacos plásticos para embalar as compras. Aqui, eles foram abolidos há uns bons anos. Quem os esquece tem a opção de comprar sacolas feitas para resistir a muitas viagens.

No começo eu achei um saco. Hoje, eu tenho sacolas "longa vida" do Carrefour, do Monoprix, do Casino, do Franprix, etc. Nunca cometi a indelicadeza de entrar no Monoprix com a sacola do Carrefour.

Acabar com os sacos plásticos foi a primeira atitude dos supermercados para se tornarem verdes. Eles tomam a iniciativa, mas o sacrifício é nosso!

Evidentemente, compreendemos e apoiamos a ação dos varejistas. Não vou nem entrar na efetiva contribuição desta ação, pois teria que recorrer a números de toda cadeia petroquímica, que nem tenho em mãos. Mesmo que seja simbólico, está bem, a gente aceita. Entretanto, eles não podem ficar só nisso.

Ser verde é uma parte mínima na busca pelo desenvolvimento sustentável. A contribuição dos super varejistas deveria ir mais além. Por exemplo:

- Deixar de ser o setor da economia campeão do subemprego
- Eliminar o excesso de junk-food das suas prateleiras
- Aumentar a oferta de produtos orgânicos e reduzir a de produtos de origem duvidosa
- Exigir que os fornecedores tenham os mesmos compromissos com a sustentabilidade
- Desenvolver fornecedores locais e, especialmente, pequenas e médias empresas
- Evitar a guerra suja nos produtos "low cost" com a utilização de ingredientes de segunda

Enfim, qualquer um desses temas é mais importante do que os sacos plásticos. Eu faço a minha parte, mas não estou convencido que os supermercados façam a sua.


Foto: Uma das melhores surpresas da Normandia foi a belíssima cidade de Honfleur. Porto situado no estuário do Sena, inspirou diversas obras de Monet, Courbet e Boudin. A cidade é próxima de Le Havre, segundo porto da França, depois de Marselha.
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