Tuesday, August 17, 2010

Guerra 2.0

Obama quer chamar seus homens de volta. A notícia é boa. Principalmente, para Bin Laden e seus asseclas.

Depois dos bilhões gastos no Iraque e no Afeganistão, a situação ainda está muito longe da ideal. Pior ainda, o embate contra milícias islâmicas, espalha-se pelo Iêmen, Somália e, muito provavelmente, por vários países africanos. A África, ícone da nossa indiferença face à desgraça alheia, é um terreno ainda mais fértil para a proliferação desta grande guerra de guerrilhas do século XXI.

Uma coisa está clara: As guerras convencionais estão descartadas. Poucos estadistas ocidentais têm respaldo para tal, inclusive Obama. Daqui para frente, os meios serão mais sofisticados: Aviões não pilotados, patrulhas de elite e muitas ações de inteligência.

A preferência por esse tipo de atuação parece ser majoritária no Ocidente. Acho que deveríamos ter começado assim há muito tempo. Agora é um pouco tarde. A nova estratégia tem suas limitações:

1) A ação inteligente pode ser mais eficiente, porém não suficiente. Impossível cobrir todo o território onde prolifera a jihad, da Ásia à África.

2) Rambo só existe no cinema. Pequenos contingentes são vulneráveis, podem ser cercados ou emboscados. Os inimigos estão prontos para morrer pela causa.

3) 007 também só existe no cinema. Acreditem se quiser, o Paquistão - que joga descaradamente dos dois lados - é um dos países mais "confiáveis". Imaginem os demais.

Enfim, estancaremos as hemorragias dos dois lados, mas continuaremos a sangrar. Vamos empurrar o problema com a barriga até que, um dia, possamos combater as causas da doença e não os seus sintomas.


Foto: Outro castelo do Departamento de Isère, o Château de Longpra. A aparência atual vem da última reforma no século XVIII. O castelo pertence à família Franclieu desde 1536.
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