Saturday, December 3, 2011

São Paulo diferente

Neste final de ano, nosso comitê operacional, que se reúne em algum lugar do mundo a cada trimestre, veio para São Paulo. Se eu tive a tranquilidade de não precisar viajar, tive a responsabilidade de receber meus colegas, de ser um bom anfitrião. Podemos contar com bons hotéis, bons restaurantes e o melhor apoio possível, mas tudo pode acontecer, quando recebemos 20 estrangeiros.

A prática é reunir todos os participantes num super hotel e se fechar por lá com algumas saídas esporádicas de van. Meus colegas conheciam a São Paulo dos pomposos hotéis da Marginal Pinheiros, a meio caminho do nosso escritório. Lá, as regras são: 1) Não pode sair do hotel a pé; 2) Se precisar sair, peça um táxi de confiança; 3) Jamais exponha o notebook ao entrar no taxi; etc.

Desta vez, fiz diferente. Coloquei todo mundo num bairro mais central. Ao invés de ficarmos trancados no hotel, escolhemos alguns restaurantes próximos e caminhamos. Sim, fizemos tudo a pé! O evento de uma semana dispensou o automóvel. Andamos tranquilamente, como fazemos nas cidades europeias. Teve até almoços e jantares a céu aberto, como eles adoram. Foi excepcional!

Apesar do noticiário recente ser bem favorável ao Brasil, ficou cristalizado na mente dos meus convidados uma cidade perigosa, onde só se anda de carro e sem nenhum charme. Foi muito bom desfazer (parcialmente) essa imagem. O evento foi realizado no Itaim, mas acho que poderia reproduzí-lo em outros bairros da capital.

A única ressalva foi o preço das coisas por aqui. Como bom anfitrião, meus convidados não viram os preços das diárias e nem das refeições. Vão descobrí-los, quando tiver que justificar o rombo orçamentário do último trimestre. Como de hábito, só levaram algumas dúzias de Havaianas.


Foto: Apesar de ter ido outras vezes para La Rochelle, jamais havia publicado suas fotos neste blog. Desta vez, o tempo não ajudou. De qualquer forma, o lugar é especial, começando pelo velho porto (foto).
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