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Wednesday, May 7, 2025

O que há numa cor?



Quando vi a discussão em torno da cor da camisa da seleção brasileira, pensei comigo: o mundo desabando, e estão preocupados com isso?

Para mim, o futebol deveria ser tratado com o mesmo rigor que o governo aplica a qualquer empresa: como um mero contribuinte. Sem favores, sem regimes especiais, sem pejotização. E se um jogo danificar qualquer bem público, que mandem a conta aos respectivos clubes. Nesse sentido, podem usar o uniforme que quiserem. A gente até torce, mas faço questão que todo jogador, clube e empresário paguem seus impostos como qualquer outro cidadão.

A conotação política das cores pouco me interessa. Perdi qualquer preconceito quando fui a um jogo do time de rúgbi parisiense — que joga de cor-de-rosa. Pensando no futebol apresentado ultimamente pela seleção, sugeriria o marrom. Ou, mais diretamente: cor de merda — como sugere a imagem logo abaixo.

O ponto mais interessante dessa polêmica é o prisma da CBF e da Nike. Percebendo que o contexto político atrapalha (e muito) a venda da tradicional "amarelinha", decidiram lançar um produto que agradasse ao outro lado. Assim, o par de camisas — amarela e vermelha — poderia voltar a mirar um mercado mais compatível com o tamanho do Brasil.

Do ponto de vista mercadológico, faz sentido. Mas esse movimento tem um preço. Mais do que isso, colocar lenha nessa fogueira pode gerar desgaste para a marca. Se eu fosse a Nike, não criaria a vermelha — tiraria a amarela.


Link para artigo do Guardian sobre o tema


Imagens: Foto de cima — seguindo a sequência iniciada no último post — é do centro de Meissen (Alemanha), cidade célebre pela produção de porcelana. A imagem abaixo foi gerada por IA pelo Gemini.



Monday, August 15, 2016

Olímpicas

Mais uma vez, aproveitei o verão europeu para tirar umas férias. Pela Europa Central, cruzei várias vezes com grupos da juventude católica, que foram ao encontro do Papa em Cracóvia. Ainda mais frequentes foram os encontros com os grupos de turistas asiáticos. Tudo indica que um pouco do fluxo dedicado à Europa Ocidental foi desviado para lá, por conta do risco de atentados.

No meu celular tem um aplicativo de SOS com números de emergência e alertas específicos para cada país. O aplicativo usa a geolocalização para saber quando estou num novo país. Cada vez que entro na Bélgica, Brasil ou França, recebo inúmeras advertências. Na Croácia, Eslovênia e Hungria, nenhum alerta. Portos seguros para as férias.

Nesses três países, entre um passeio e outro, pude acompanhar os Jogos Olímpicos pela TV e jornais locais. Entendia tudo! ;-)

Esses canais locais concentram-se nos seus representantes e equipes, com algum espaço para as estrelas olímpicas (Biles, Bolt, Phelps, etc) e pouco espaço para fofocas. Enfim, muitos dos incidentes esmiuçados pela imprensa brasileira pouco repercutiram no exterior.

A câmera que cai, a piscina verde e os assaltos aos atletas ficarão no folclore olímpico. Se houve algum evento relevante, não tem nada a ver com o Brasil. Falo da posição do COI com relação à Rússia. Isso sim é um desastre. A gente já sabe como funciona o COI, faltam culhões e sobram milhões.

Passada metade da competição, o desempenho esportivo do Brasil é patético. Não que as medalhas sejam importantes, mas o dinheiro alocado para obtê-las faz disso um escândalo. Apenas mais um.

Espero mesmo que não haja nenhum incidente importante e que os próximos dias sejam de encantamento esportivo e organizacional. Assim como vocês, estarei torcendo pelo Brasil. E que consigamos resultados mais expressivos, muito provavelmente nos esportes coletivos.


Foto: Belle-Île-en-Mer, como o próprio nome diz, um belo refúgio na costa da Bretanha.

Saturday, October 5, 2013

Rush


O cinema não aparece neste blog desde abril. Confesso que assisti dezenas de filmes desde então. Cruzei com algumas boas ideias, mas nada genial. O único filme que me surpreendeu explora um dos temas mais difíceis para se fazer um ótimo filme, o mundo do automobilismo.

Adorei Rush de Ron Howard. Bem, pelo diretor, podemos presumir que não seria um filme para simplesmente misturar-se carros, mulheres e muito barulho. O filme relata o duelo entre Niki Lauda (Ferrari) e James Hunt (McLaren) em 1976, uma época em que a Fórmula 1 era muito diferente. Talvez, uma simples confraria de ingleses amantes da velocidade. Nos anos seguintes, uma banho de profissionalismo, dinheiro e tecnologia - não necessariamente nessa ordem - mudaria a cara da F1 para sempre.

O contraste entre o calculista Lauda e o boêmio Hunt pode parecer caricatural, mas todos os testemunhos confirmam os estereótipos. Hoje em dia, a F1 não tem mais espaço para rebeldes românticos como Hunt, privilegiando cordeirinhos fiéis aos grandes patrões do mundo dos automóveis.

Gostei de Rush por que já acompanhava a F1 em 1976. E não era meu primeiro ano de espectador! Nos anos 70, a transmissão por satélite falhava. Ver uma corrida de ponta a ponta sem interrupções era raro. Acho que essa precariedade tecnológica acabava valorizando ainda mais aqueles momentos.

Naquele 1976, o Emerson nos deixou tristes e esperançosos ao mesmo tempo. Tristes por que ele havia  abandonado a ótima equipe McLaren e a chance de um tri. Esperançosos com o primeiro carro nacional, o Copersucar Fittipaldi. Foi justamente a decisão de Emerson que abriu espaço para a entrada de James Hunt na McLaren. No filme, Teddy Mayer, antecessor de Ron Dennis, recorre ao piloto brasileiro carinhosamente como Fuckingpaldi.

Enfim, para mim, é pura nostalgia. O filme é muito bem feito. As cenas de corrida são realistas e os atores estão bem nos seus papeis. Dá para sentir saudades da F1 de antigamente, a menos, é claro, dos acidentes, mais frequentes e mais graves. Esse tema é bem explorado em Rush, graças ao famoso acidente de Lauda. Mas, há controvérsias. Como disse o grande filósofo e antropólogo Nélson Piquet, a gente só assiste corridas para ver os carros baterem :(


Foto: Novas fotos de Bruges, tiradas há uma semana. Tempo bom por lá, muita sorte!

Sunday, October 21, 2012

Circenses


Em algum post remoto, já disse que não sou de longas conversas com motoristas de táxi. Nada pessoal, pura introspecção. Na França, é diferente. Lá, meu desafio é conversar bastante e ver quanto tempo resisto até que surja a fatídica pergunta: "Você é italiano?".

Já fui conduzido por ex-profissionais de informática algumas vezes. Pois esta é a realidade da França, Espanha e outros. Uma corrida do aeroporto ao centro de Lyon dava uma boa sessão de "coaching", caso algum dia, eles decidissem retornar à profissão. Nunca cobrei.

Da última vez, em Paris, peguei um táxi para Aubervilliers, um centro de pesquisas na periferia da cidade. Indagou o motorista: "E vocês têm equipamento para fazer datação por carbono 14?". Mudei de assunto. Melhor falar sobre informática.

No Brasil, meu último papo cabeça com motorista de praça foi sobre estádios de futebol, numa recente viagem de Cumbica para casa. Indignado, o taxista afirmou que o governo não deveria ajudar os clubes com "dinheiro do povo". A argumentação do ilustre condutor tem sido bastante comum, sobretudo entre palmeirenses e sãopaulinos.

Infelizmente, não temos bons exemplos no Brasil. Os estádios são péssimos e os clubes são endividados, entre tantos outros vícios. Uma coisa é certa, os ingressos são baratos. Muito baratos.

Não acho que isso seja a raiz de todos os problemas estruturais do esporte, mas há um subsídio informal. Os estádios atraem as massas. Nosso sistema é democrático e camarada, mas inviabiliza um modelo de negócios em torno do estádio.

Nos EUA, é o contrário. Fiz uma rápida pesquisa, comparando jogos do campeonato brasileiro e da NFL. A diferença é brutal. Com raras exceções, um jogo da NFL sai, pelo menos, 10 vezes mais caro.

A elitização dos estádios criaria um círculo virtuoso. O comércio hospedado no estádio prosperaria com a venda de produtos de maior valor agregado e prestação de melhores serviços. Os estádios deixariam de ser um fardo para os clubes e complementariam as únicas receitas que realmente importam hoje, os direitos cedidos à TV.

Para fechar a equação, ainda seria preciso acertar muitas outras coisas como o calendário, a distribuição das receitas entre os clubes, a própria gestão dos clubes, etc. Enfim, não tem milagre. Se queremos proporcionar circo para todos, o governo irá sempre pôr a mão no bolso e ajudar na construção e manutenção dos estádios.


Foto: Outra tomada interna do Castelo de Windsor. A St. George's Chapel no primeiro plano. Ao fundo, o corpo mais antigo do castelo de raízes normandas. A capela serve como necrópole na monarquia britânica.

Wednesday, September 12, 2012

Londres 2012


Voltei. Apesar das facilidades tecnológicas, mal acompanhei as notícias do Brasil e não escrevi nenhum post. Estava conectado, mas nem tanto. Percebi que o julgamento do Mensalão avança devagar, porém as primeiras condenações são animadoras.

Estive em Londres entre os Jogos Olímpicos e os Paralímpicos. Foi mais ou menos intencional. Na minha terceira passagem pela cidade, quis aproveitar e conhecer um pouco mais. A relativa calma entre os dois eventos foi ótima. Além de tudo, fez um tempo muito melhor do que eu esperava: "Tempo firme com chuvas em pontos isolados". É bem verdade que, em algumas vezes, o ponto isolado era eu mesmo. Murphy 1 X 0.

Temendo o mau tempo, havia reduzido minha estadia em Londres e planejado alguns dias na Côte d'Azur. Foi uma tática para proteger as férias. Agosto na Côte é certeza de tempo bom. Quer dizer, era. Durante minhas férias, aconteceu uma inversão histórica. A França inteira com tempo bom e a Córsega e a Côte d'Azur sob tempestade. Murphy 2 X 0.

Como viajei de férias e também a trabalho por três semanas, levei uma mala avantajada. Malas pesadas chamam atenção da segurança e despertam a ira dos carregadores sindicalizados, que dominam os aeroportos europeus. As estatísticas podem consolar, mas desconfio de que o sumiço da minha mala por quatro dias não tenha sido casual. De qualquer modo, Murphy 3 X 0.

A viagem foi ótima e conheci muitos lugares, que comentarei mais para frente. Pelo menos, nas fotos que ilustrarão os próximos posts. Valeu muito a pena! Murphy 3 X 4.

Não é preciso dizer que fiquei impressionado com a preparação de Londres para os eventos esportivos. Fantástica! Se as instalações não são tão suntuosas como as chinesas, a integração do projeto olímpico ao planejamento urbano é notória. A cidade estava limpa, organizada e não faltavam voluntários tirando quaisquer dúvidas.

Um aspecto marcante é o peso dos Jogos Paralímpicos. Nos dias em que visitei as instalações esportivas, a organização estava adaptando a comunicação visual para os padrões exclusivos dos Jogos Paralímpicos. No parque olímpico, havia novos ensaios de desfiles ao som dos hinos nacionais. A imprensa inglesa dedicava diariamente páginas inteiras aos seus atletas paralímpicos. A cobertura dos dois eventos tinha a mesma intensidade.

Não sei se sempre foi assim, mas havia uma clara preocupação de se deixar as duas competições no mesmo nível. A proposta é mostrar que os Paralímpicos não são um sub-produto das Olimpíadas, mas um grande evento em si mesmo. Ou, como vi numa propaganda, é a competição dos verdadeiros heróis.    


Foto: Última tomada nos arredores do "Templo do Buda de Esmeralda", em Bangkok.

Monday, August 13, 2012

Notas Olímpicas 3


Ainda é muito cedo para se avaliar os resultados dos Jogos para a cidade de Londres. Certo é que a Grã-Bretanha mostrou que tinha um projeto olímpico, transformando-se numa potência esportiva. Vale notar que essa importante ascensão começou bem antes. Vejam a evolução do seu total de medalhas de 2000 a 2012: 28->30->47->65.

Jogos Olímpicos nem sempre dão certo. O exemplo grego é trágico. O país não digeriu o custo do investimento, não virou uma potência olímpica e tampouco transformou a sua capital. Não é fácil fazer algo pior do que Atenas 2004!

Os jogos de Barcelona 1992 não fizeram da Espanha uma campeã olímpica, mas alavancaram o progresso e o turismo da capital catalã. O renascimento de Barcelona através dos Jogos é um dos melhores exemplos de legado olímpico.

Como nem tudo é perfeito, houve um efeito social perverso. A valorização imobiliária acabou expulsando muita gente para a periferia. Se fosse no Brasil, as encostas do Montjuic estariam devidamente ocupadas ;-)

E os jogos do Rio em 2016?

Em termos esportivos, estamos no pior dos mundos. Melhoramos o nosso desempenho, passando de 15 para 17 medalhas. Porém, nesse período, nosso o governo colocou 100 milhões a mais no bolso do COB. Eu escrevi A MAIS! Aparentemente, o Irã, a Coreia do Norte e o país do Borat foram mais sábios.

Se o investimento em medalhas é duvidoso por si só, pior é gastar e nem obtê-las. A conversa entre Dilma e os dirigentes do COB não será das mais amistosas.

Fica a esperança de uma grande contribuição das Olimpíadas para o Rio de Janeiro. É claro que o investimento direto na infraestrutura da cidade é um real benefício, o difícil é alavancar os bilhões que vão para o circo olímpico. Deixo a reflexão para o leitor.


Foto: Outra tomada do conjunto do "Templo do Buda de Esmeralda" em Bangkok, Tailândia.

Saturday, August 11, 2012

Notas Olímpicas 2


As Olimpíadas dominaram as conversas dos últimos dias. O espetáculo grandioso, a beleza do esporte e a nossa torcida ofuscam quaisquer outros assuntos, até mesmo o julgamento do mensalão. Entre tantas discussões, uma se destaca: Afinal, os brasileiros amarelam mais do que os outros?

Para explicar a percepção de amarelada geral, poderíamos recorrer às mais sofisticadas teses sociais e antropológicas, a um certo complexo terceiromundista (complexo de vira-lata, para alguns). Porém, acredito que seja muito mais simples do que isso.

Todo mundo amarela: Americanos, chineses e ingleses. A diferença é que os americanos e chineses possuem tantos aspirantes às medalhas, que os fracassos passam batidos. Nós, brasileiros, temos apenas uma dúzia de favoritos. E, é claro, seus eventuais insucessos pesam muito. Num ambiente extremamente competitivo, isso é natural. Um mínimo detalhe pode roubar a vitória de alguém que tanto se dedicou para aquele momento.

Bolt não costuma amarelar, por que é muito melhor do que seus concorrentes. Mesmo assim, queimou a largada no Campeonado Mundial e saiu sem nada nos 100m. Federer e Sharapova foram surrados pelos seus adversários nas finais individuais de tênis. Amarelaram?

Enfim, é muito mais uma questão de expectativas do que um acovardamento generalizado da classe esportiva nacional. Torça pelo Brasil, mas com moderação!    


Foto: Nova tomada do conjunto do "Templo do Buda de Esmeralda" em Bangkok, Tailândia.

Thursday, August 9, 2012

Notas Olímpicas 1


A organização dos Jogos Olímpicos londrinos é notável. Assistí-los pela TV tem sido muito bom. Em tempos de HD e vários canais simultâneos, a experiência de acompanhá-los melhorou muito: Um festival de tomadas diferentes, câmera lenta e muitos outros recursos técnicos. Imperdível!

Pensando nos Jogos em si e considerando o esporte como um eixo de confraternização universal, acho que poderíamos melhorar as próximas edições. Pela paz e pela sustentabilidade.

Aí vão minhas reflexões:

1)  Sustentabilidade: É uma exigência básica para os dias de hoje. Significa deixar de fazer elefantes brancos que ganhem prêmios de arquitetura, mas construções que propiciem economia de energia, maximizando a iluminação e a ventilação natural. Dar preferência às cidades médias e não às megalópoles, permitindo uma melhor integração das sedes dos Jogos com os núcleos urbanos, sem o risco de colapso do transporte público. Zerar as emissões de carbono, considerando-se o deslocamento de todo público (não vale plantar árvores na Guatemala para compensar). Ideias não faltam.

2) Artes Marciais: Sei que o tema é polêmico. Meu saudoso "sensei" sempre enalteceu os valores espirituais do judô e eu acreditava piamente. Porém, confesso que não vejo nenhuma graça nesse jogo de agarra-e-solta-quimono que é o judô olímpico. Ainda assim, é melhor do que o chuta-chuta do taekwondo. Eu suprimiria todas as lutas das Olimpíadas: Judô, taekwondo, boxe, luta livre e greco-romana. Eu sei que são tradicionais, que têm toda uma tecnicidade, que são voltadas à defesa pessoal, que envolvem valores espirituais, etc, etc. Mas, em nome da era de Aquário, que caiam fora.

3) Quadro de Medalhas: A ênfase dada no quadro de medalhas não é muito compatível com o espírito olímpico. Devemos celebrar os melhores atletas, mas não fazer uma competição entre nações. Montar fábricas de medalhas não é difícil, basta desviar dinheiro da saúde e educação para o esporte. É só percorrer o quadro de medalhas, que vemos alguns países de terceira categoria fazendo "mais bonito" do que o Brasil. Uma nação deve permitir que seus cidadãos tenham pleno acesso ao esporte, como meio de saúde, recreação e educação. Medalhas não são nem meio nem fim.

4) Fair play: Os Jogos de 2012 estão chegando ao fim e o doping não roubou a cena. O COI certamente vai comemorar, mas fica uma leve desconfiança de que há novas técnicas por aí. O mais importante é manter a determinação de se combater o doping bem como todas as manipulações anti-esportivas. Em nome do fair play, deve-se aplicar penas cada vez mais rigorosas aos atletas e às delegações. A desclassificação sumária de oito jogadoras de badmington da China, Coreia e Indonésia foi excelente.


Foto: O templo mais importante de Bangkok é o "Templo do Buda de Esmeralda" (Wat Phra Si Rattana Satsadaram), um conjunto de prédios magníficos que ilustram este e os próximos posts.

Sunday, May 20, 2012

Die Meister, Die Besten


Cada vez mais, estamos ligados na Liga dos Campeões.
Vi muita gente dando uma escapadinha do trabalho para ver as suas semifinais, quando da eliminação dos times espanhois.


A Liga tem sido o sonho dos tempos europeus, assim como a Libertadores por aqui. No campeonato europeu, sobra organização, dinheiro e um grupo de talentosos jogadores comprados do mundo inteiro. É por tamanha concentração de craques, que o torneio só perde em prestígio para a Copa do Mundo.

Quando posso assistir a um jogo deste super campeonato da UEFA, faço a questão de fazê-lo desde o começo, para não perder a vinheta de abertura. O hino da Liga arrepia torcedores e jogadores .

A música de Tony Britten, inspirada em Handel, está ali para reverenciar os maiores craques do planeta. Sua letra diz (alemão, francês e inglês): "Die Meister / Die Besten / Les grandes équipes / Os campeões".

Muito dinheiro. Muitos craques. Muita organização. Hino maravilhoso. E o futebol? Bem, vamos com calma, por que nada é perfeito. Há controvérsias.

Quando eu era mais jovem, jogar como o Chelsea, num esquema defensivo 4-5-1, era visto como antifutebol. Não é nem apostar no contra-ataque, é um esquema covarde mesmo, contando com o acaso, com o erro alheio. Tem dado certo.

O futebol mudou muito nos últimos anos. Os esquemas defensivos superam os ofensivos, os jogadores são os mais exigidos fisicamente, uma guerra de talentos virou guerra de nervos e até o Brasil joga "feio". Enfim, considerando-se esta nova realidade, o Barcelona é que joga o antifutebol. 



Foto: Acima, a casa Arthur Heurtley, projeto de Frank Lloyd Wright, de 1902. Dá para entendre o arrojo do arquiteto pelo estilo que dominava Oak Park à sua época, como mostra a foto abaixo.




Tuesday, July 20, 2010

Viva España

Viva España (ou "Todo Zapatero tem seu dia de Médici")


Os espanhóis desesperam-se por empregos,

Pior que eles, só os gregos.

Nunca houve tanto tempo para siesta!

Mas eles têm Nadal, Contador e Iniesta.

Cantar "Viva España" lava as almas,

somente por uma ou duas semanas.

Sem nada na panela e muito mimo,

o espanhol é apenas um argentino.



Foto: Praça central de Mulhouse. A cidade é "muito grande" (estou ficando mal acostumado) comparada com as mostradas nos posts anteriores. De qualquer forma, vale pelo Museu do Automóvel e do Trem. Nada mais.