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Friday, July 15, 2016
Pé frio?
Para quem possa interessar: declaro que, nesta quinta-feira, 14 de julho de 2016, estava em São Paulo - SP.
Pode parecer bobagem, mas para quem esteve em Paris e Bruxelas no momento das respectivas tragédias, fica aquela dúvida, seria eu um pé frio?
O serviço de inteligência portuguesa, depois de meses cruzando terabytes de dados de passagens aéreas e estadias em hotéis, estava chegando perto de colocar o meu nome na lista de suspeitos de terrorismo internacional. Felizmente, pararam a investigação para comemorar o título da Eurocopa.
Por falar em futebol, realmente tive meu momento de Mick Jagger até as quartas de final do torneio europeu. Os times pelos quais torcia perdiam. Porém, dei uma dentro com relação a Portugal. Depois da sua campanha pífia na primeira fase, disse que estava com pinta de campeão.
Fiquei mais tranquilo mesmo com relação a ser ou não ser um pé frio quando cheguei ao Brasil. Após um verão belga com chuva todos os dias e resfriado por algumas semanas, fui brindado com um generoso inverno paulistano, quando finalmente pude vestir camiseta, calção e chinelos. Ufa!
Estou aliviado. E vocês podem ficar tranquilos. Na próxima semana, volto para a Europa ;-)
Foto: Junto às muralhas de Vannes, na Bretanha.
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Saturday, January 24, 2015
#JeSuisMusulman
Os
atentados e as manifestações ficaram para trás, mas o debate continua por aqui.
Não é para menos, a questão é muito complexa. Pouco fala-se da grande maioria fiel
às causas republicanas, o “x da questão”
é a minoria discordante.
Uma minoria
sem dúvidas. Porém, uma minoria de muitos milhares de jovens da periferia. São aqueles que não respeitaram o minuto de
silêncio em homenagem às vítimas, que aderiram às teorias conspiratórias ou que
apoiaram explicitamente os terroristas.
É desse
meio que saem inúmeros djihadistas. É desse meio que saem futuros terroristas.
As periferias das grandes cidades são incubadoras do radicalismo. A França
pergunta-se onde errou. Depois de gerações de imigrantes que lutaram pela
integração, deparam-se com um sério revés, confrontando-se com a afirmação
religiosa e a negação da democracia.
Como disse no primeiro post sobre o tema, misturam-se fatores econômicos, sociais,
culturais, entre outros. Os holofotes estão na Educação. Com certeza, há alguma
coisa errada nas escolas. Bem, eu não queria estar na pele dos professores, que
dão aulas em salas onde metade dos
alunos chama-se Mohamed.
Circulando
pelas ruas de Paris e Bruxelas, ainda
percebemos o estado de alerta. Soldados e policiais estão em todos os lugares,
sem contar o pessoal da inteligência. Para acompanhar um potencial terrorista,
a França mobiliza um overhead de 20 a 25 agentes. A ameaça terrorista em si é
capaz de sangrar ainda mais a já combalida economia.
Se existe
um lado menos triste nesta história, é a visibilidade que ganhou o quase falido
Charlie. Graças aos terroristas, suas caricaturas espalharam-se pelo mundo.
Nunca a blasfêmia fez tanto eco. Maomé tem mesmo que chorar.
Foto: Um
outro cantinho simpático de Bruxelas, perto de casa, o Egmont Park, que abriga
a "brasserie" mostrada na foto.
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Sunday, October 28, 2012
No Curdistão...
Lá no fim do mundo, ou melhor, no meio do mundo, onde vivem árabes, persas, curdos e turcos, a convivência entre o "atrasado" e o "avançado" é curiosa. Os conflitos nessa região de rico sub-solo aproximam a tecnologia militar de última geração à sociedade tribal.
Num passado recente, aprenderam a conviver com a inteligência ocidental e a sua espionagem via satélite. Qualquer tirano ou terrorista da região sabe disfarçar suas construções militares para enganar os satélites. Também sabem mudar a rotina para se adaptar à espiadinha espacial.
A tecnologia ocidental se modernizou. Hoje, estamos na era dos drones, aqueles aviões não tripulados. A resposta não tardou. Hackearam drones que transmitiam informações não criptografadas (pisada de bola dos EUA) e já capturaram um drone intacto (ainda acho que foi um Cavalo de Tróia).
O que eu li nos jornais de hoje foi ainda mais pitoresco. Os curdos do PKK fogem da espionagem dos drones turcos (sensíveis ao calor) distribuindo capas de chuva e guarda-chuvas. Simples assim.
Meu recado para a CIA e o Pentágono: Não desistam dos drones, mas façam coisa melhor.
Foto: Um belo domingo de verão em Bath, Inglaterra.
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