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Friday, January 15, 2021

A vida antes e depois do Whatsapp


 

Após a recente divisão da nossa era em antes e depois do Coronavírus, estamos diante de um novo marco histórico: o antes e depois do Whatsapp. A fuga de muitos usuários e grupos para outras ferramentas parece inevitável. O mundo não será mais o mesmo!

O Facebook desperdiçou uma oportunidade histórica. O Whatsapp é o app mais importante das nossas vidas. Nele, amamos, trabalhamos, brincamos, compramos, aprendemos, vendemos, divertimo-nos, reclamamos, etc.

Essa promiscuidade digital tem as suas armadilhas, mas está tudo ali, num só app! Dá para passar um dia sem e-mail ou qualquer outro software, menos ele. O Whatsapp fez sucesso em muitos lugares do mundo, em especial no Brasil: aqui, é tudo nele!

Sempre tive três queixas com relação ao produto:

  1. Conquistando esta posição dominante, deveria ter alguns recursos para melhor organizar os contatos e grupos.  A tal mistura de assuntos sempre foi um incômodo. 
  2. questão de segurança deveria ser tratada com mais seriedade, tendo em vista que a usurpação de perfis Whatsapp é um golpe muito comum no Brasil. Uma praga! 
  3. O tema da vez, o famigerado compartilhamento de dados com o Facebook, despertou uma reação exagerada de muitos. Acredito que, diante do tesouro representado pelo Whatsapp, o Facebook poderia ter sido menos afoito e buscado alternativas de monetização. Afinal, não é todo dia que aparece um app tão essencial nas nossas vidas.

Não podemos deixar de reconhecer o esforço da plataforma em frear o compartilhamento excessivo de ‘fake news’ e similares. Ficaram tão focados no assunto, que menosprezaram essa fuga em massa.

Manterei a conta no Whatsapp e acessarei o Signal e o Telegram com menos frequência. Enfim, acabarei usando mais aplicativos. Muitos farão o mesmo, mas, como diz o filósofo Martinho da Vila, a vida vai melhorar.

O inconveniente do Whatsapp é que ele abriga o Brasil inteiro. Todo mundo está lá e faz inúmeros acessos diários. Sem chances de desligá-lo ou ignorá-lo. A existência de outras plataformas vai tirar aquela expectativa de resposta imediata.

Finalmente, poderemos tocar nossas vidas e, quando necessário, dizer:

- “Não olhei o Signal hoje”

- “Tive que reinstalar o Telegram”

- “Agora, só acesso o Whatsapp no final do dia”

 Ufa, que alívio!


Um ótimo 2021 a todos vocês!



Foto: Fechando a série de Santorini de 2016. O passeio de barco é essencial para ver a ilha sob uma perspectiva diferente e visitar a boca do vulcão submerso.

Wednesday, December 16, 2020

Polo é o novo black-tie



O costume de mandar minhas camisas para serem lavadas por especialistas vem de longa data. Foi assim no Brasil, na França e na Bélgica. Em abril de 2009, comentei neste blog sobre um evento inusitado: o furto sofrido pela lavanderia em Lyon.

Desde o meu retorno ao Brasil, minha esposa administra o assunto. Todo começo de ano, ela fecha um pacote de camisas. Pagamos antecipado e a lavanderia vai deduzindo as entregas semanais. A gente ganha no valor unitário e perde com a antecipação. Mas a questão não é financeira, é de praticidade.

No começo do ano, poucos dias antes do confinamento, minha esposa ainda perguntou se as minhas novas atividades profissionais exigiriam o mesmo pacote de camisas, calculado com a base de uma por dia. Respondi: “Claro! Vou encontrar clientes e parceiros. Já tenho almoços agendados para o mês de março inteiro!”. Ela fechou com a lavanderia.

Em março, ainda usava camisas diariamente. Aí, vendo o que acontecia do outro lado do Zoom, comecei usar camisas polo. Depois, mudei para as melhores camisetas. Em abril, já estava usando as camisetas mais básicas, daquelas que comprava de dúzias na Europa.

Em tempos de ‘work from home’, as camisas polo são o novo black-tie

Termino 2020, com um baita crédito na lavanderia, mas trabalhar de calção e camiseta não tem preço.

 

Leitura complementar:

Furto à lavanderia (2009)

Compra de T-shirts (2009)

 

Foto: Praia vermelha de Santorini (2016)


Wednesday, December 2, 2020

Macapá


Durante a forte tempestade de ontem, houve um problema com o fornecimento de energia. Foram boas horas sem luz. Um dia de Macapá num bairro nobre de São Paulo.

Os habituais cortes de energia programados para o final de semana são fichinha. No domingão, sempre tem coisa melhor para fazer. Porém, um corte inesperado numa terça-feira em tempos de “work from home” é uma baita sacanagem.

De repente, toda aquela parafernália eletrônica comprada para melhorar nossas “lives” não serve para nada. A gente se vira com o smartphone mesmo. Aliás, onde andam meus poderosos carregadores de celular? Faz meses que não preciso deles! 😉

Um bom smartphone comporta tudo o que precisamos fazer: calls, leituras, anotações, etc. Passar muitas horas com ele pode ser divertido. Porém, quando é por obrigação, a coisa é diferente.

As horas passavam e eu acreditando na volta iminente da energia. A uma determinada altura, já estava de olho na tomada do hall social, ligada ao gerador do condomínio. Ela garantiu o celular até a hora de dormir.

Ao cair da tarde, a preocupação era outra. Comer é fácil, afinal o iFood está aí para isso. Minha esposa, no entanto, teve outra ideia. Levar alguns equipamentos da cozinha para o hall social, onde usaríamos aquela tomada. Felizmente, não tem detector de fumaça por lá. O resultado foi um delicioso jantar à luz de velas.

Noite adentro, a energia do computador ainda sustentou uma luminária com tomada USB por um par de horas. Minha esposa escrevia a sua monografia e eu aproveitava a luminosidade para ler um livro no Kindle com mais conforto. Rendeu uma centena de páginas. Poderia ter rendido mais se o capítulo do livro em questão fosse menos indigesto.

A energia voltou durante a madrugada, tempo limite para não comprometer o que estava na geladeira. A gente se vira muito bem. Nada comparável aos nossos irmãos do Amapá, que sofreram o apagão dos apagões.

 

Foto: Monastério de Perissa em Santorini (2016).

 


Saturday, November 21, 2020

GPS



Remexendo as coisas aqui em casa, achei um aparelho GPS abandonado há anos. Carreguei e liguei. Como ele não pôde receber o sinal dos satélites, então mostrou o lugar onde fora desligado pela última vez, a saída da minha garagem em Lyon (2010).

Graças à minha determinação em conhecer cada buraco a até 3 horas de Lyon, precisei muito dele. Eu tinha um GPS embutido no painel do carro, um luxo à época. Posteriormente, adquiri um outro, conforme relato a seguir. Houve um grande mercado de aparelhos GPS, derrubado pelos poderosos smartphones e suas fantásticas aplicações, tal qual o onipresente Waze.

Até meados de 2008, contava apenas com o GPS do carro. Foi na primavera daquele ano que parti para explorar a Franche-Comté. Chegar a Besançon é fácil, mas precisaria do GPS para visitar uma dúzia de atrações da vizinhança: a capela de Rondchamp (Le Corbusier), o Leão de Belfort (Bartholdi), a Salina Real (Ledoux), as diversas fortalezas de Vauban e assim por diante.

No dia seguinte à chegada, liguei o carro para começar a aventura. Ops, um probleminha! Naquela manhã fria, o carro pegou, mas o GPS empacou. Depois de alguma insistência, compreendi que ele só tinha o mapa do sul da França. Eu estava fora do mapa!

Fazendo um breve parêntesis, era impossível baixar um novo mapa online. Além disso, cada mapa extra era tão caro quanto um Tomtom carregado com a Europa inteira. Pouco depois da viagem, optei pelo Tomtom, mais fácil e intuitivo do que o GPS do carro.

Voltando à viagem. Sem o GPS, o jeito foi fazer como sempre foi feito. Comprei um mapa no posto e prestei atenção na paisagem e nas placas. Passei a dirigir observando e pensando, ao invés de seguir cegamente o dispositivo. Tudo funcionou com perfeição.  

Quando voltei ao Brasil, já estávamos na era do Waze. Embora o maior objetivo do aplicativo seja ganhar tempo – e isso funcionou super bem – acabamos viciados e dependentes do mesmo. Sempre tem uma desculpa para usá-lo: o trânsito, os radares, uma dúvida com relação ao caminho, etc.

E por que falar de GPS numa época em que estamos com os carros ociosos na garagem? Por duas razões. Primeiro, como disse no começo do post, em tempos de pandemia uma das minhas atividades é fazer ‘arqueologia em casa’. Foi assim que descobri o GPS.

A segunda razão, e mais importante, é que a pandemia propiciou uma convivência mais intensa e constante com minha esposa. Parte dessa interação foi ouvir inúmeras aulas dos cursos que ela tem feito desde o começo do ano, vários deles focados no envelhecimento.

Então, foi meio de penetra, que ouvi uma especialista em cognição falar da importância de se abandonar os aplicativos de direção para melhor estimular o cérebro. Deixe-o capturar as referências, processar as alternativas e encontrar os caminhos. Este pequeno exercício intelectual faz parte de um conjunto de estímulos essenciais para mantê-lo saudável. Embora não seja uma unanimidade, segundo diversos especialistas, tais estímulos somados às boas práticas de saúde podem até prevenir demências.

Percebendo que o trânsito de São Paulo está piorando, mas ainda longe dos piores dias do período anterior pré-pandemia, aproveitem para deixar o Waze desligado. #ficaadica

 


Foto: Outra tomada de Oia, do interior do hotel, se é que podemos falar de interior. Santorini, 2016.


Monday, November 16, 2020

Peneira


Estamos mal acostumados. Um pequeno atraso na apuração das eleições provocou críticas, insinuações e teorias conspiratórias. Os derrotados nunca perdem a oportunidade de desacreditar a nossa sólida Justiça Eleitoral. Na realidade, os incidentes de domingo mostram que a opção brasileira para automação das eleições é a melhor possível.

O nosso sistema de votação é reconhecido internacionalmente como seguro. As urnas e o sistema de contagem não são conectados à Internet, limitando muito a ação de hackers, que assolam organizações públicas e privadas ao redor do planeta.

Há duas queixas comuns contra o sistema. A primeira, vinda do próprio governo, é o custo de manutenção do mesmo. Que bom que estejam preocupados com isso, afinal ele é pago por todos nós. A segunda, vinda de diversos ativistas pela democracia, é a falta de algum registro físico do voto, como a sua impressão no momento votação. Mesmo sem este recurso, as eleições são perfeitamente auditáveis, urna por urna.

O problema ocorrido com o aplicativo da Justiça Eleitoral, aquele usado para a justificar a ausência, confirma que, se houver alguma vulnerabilidade, ela será explorada. Nossas autoridades têm estudado um novo sistema pela Internet. Aprendemos que talvez seja melhor segurar a solução atual, cara e confiável, por mais algum tempo.

Fazendo um paralelo com a indústria de transformação, onde trabalhei por muito tempo, que tem, entre seus desafios, colocar o máximo de automação digital no parque fabril. Apesar do custo elevado, as tecnologias de última geração permitem ganhos de produtividade e níveis de eficiência fantásticos.

Mesmo diante de tamanha evolução, vários engenheiros especializados começam a questionar o saldo do investimento. Os ganhos trouxeram ameaças jamais imaginadas. Hoje, qualquer indústria pode estar na mira de um grupo de hackers do outro lado do mundo. O alto custo da vigilância cibernética não estava na conta inicial.

Temos visto uma sequência de ataques a diversos órgãos federais, além daquele comentado acima. Não há muita transparência do governo para tal. Uns dizem que estão com problema de vírus, outros desconversam. Já é hora de tratar do assunto como gente grande!

Não é vergonha ser hackeado. Grandes e excelentes empresas privadas são atacadas o tempo todo. Crime é esconder quando os dados pessoais são comprometidos. E pelas informações sobre nós cidadãos, que são comercializadas na Internet, ouso dizer que temos uma grande peneira na máquina pública nacional.

Junto com a pandemia, vários grupos de hackers estrangeiros industrializaram os ataques. Todo dia tem uma nova vítima. Para abortar esta série de ataques aos órgãos públicos, o governo precisa fazer o mesmo que tantos outros países, deixar as armas tradicionais de lado e investir na cibersegurança: boas práticas, infraestrutura e um bom contingente de funcionários especializados.

 

Foto: Mais uma tomada da costa de Oia, em Santorini (2016).

 

Friday, November 6, 2020

Conversas republicanas


 

A maior parte dos parentes e amigos que moram nos EUA votou no Biden. Ainda assim, tenho uns poucos amigos fiéis ao Partido Republicano. Neste post, selecionei extratos das conversas com eles, que tomaram conta do meu Whatsapp nesta semana de suspense.

Felizmente, entre eles, nenhum fanático. Votam no Partido Republicano, apesar do Trump. Um deles declarou: “também não gosto do homem Donald”. Ao comentar sobre o festival de falsas denúncias e a possível judicialização das eleições, foi mais longe: “Trump acabou.”

Comentei que a alternância de poder norte-americana é bastante saudável. Respeito muito os dois séculos de tradição democrática do país. Nada contra um programa conservador, que é tão legítimo como outro qualquer. O problema maior é aquilo que veio junto, o Donald.

Um dos amigos ainda defende seu legado econômico: “as políticas e o sucesso econômico desfrutado por tantos que não foram tão abençoados antes.” Pena que a pandemia tenha levado boa parte deste sucesso, sem contar o saldo de mortos.

Todos eles reconhecem o maior equilíbrio do futuro presidente. Disse um deles: “pelo menos, com o Biden as coisas serão mais calmas.” Entretanto, temem que os radicais venham junto: “Biden é a tromba do elefante sob a tenda”.

Pensando com meus botões, quem são os tais radicais? A turma do Bernie Sanders? Os comunistas dos Estados Unidos? Um outro amigo explicita: “o perigo é a Kamala!”

Kamala, com todo respeito, é uma competente mulher do sistema, longe de parecer uma revolucionária incendiária, que queira destruir as bases da América.

Daqui do Brasil, reconheço que é fácil dar palpites no país dos outros. Não moro nos EUA e, obviamente, ignoro muito do que acontece por lá. Os últimos presidentes republicanos dos EUA foram Bush pai, Bush filho e Trump. Os últimos democratas, Clinton e Obama. Precisa dizer alguma coisa?

O mais próximo dos amigos compreende a situação e termina com espírito republicano: “não importa o que aconteça, estaremos por aqui e de olho no futuro.”

Não é necessário enumerar os infindáveis defeitos do Trump. É impensável como alguém como ele tenha ido tão longe. Os Estados Unidos têm problemas sérios para resolver e precisam de um líder com mais empatia e vontade política de servir a todos. Chega de dividir a nação.

70 milhões de americanos votaram no Partido Republicano, apesar do Donald. Não são todos loucos, fascistas ou ultraconservadores. São dezenas de milhões de trabalhadores que, de alguma forma, tiveram importantes perdas nas últimas décadas. Biden não pode ignorá-los. É um senhor desafio. 

Boa sorte Joe Biden!

 

Foto: Final da tarde em Oia, Santorini, Grécia. Uma multidão vai para o extremo da ilha para assistir ao por do sol (maio, 2016).

Friday, October 30, 2020

Hotel boutique

 


No ano de 2016, o meu retorno para o Brasil já estava agendado para o final de julho. Aproveitei o primeiro semestre para passear bastante. Não desperdicei nenhum dos feriados, sobretudo aqueles do generoso mês de maio: Trabalho, Armistício de 1945, Ascensão e Pentecostes.

- O que faremos no feriado prolongado de cinco dias? – indagou minha esposa.

- Vamos ver se tem algum lugar legal, que a gente não conheça, no máximo a 3 horas de vôo daqui (de Bruxelas). – Respondi de imediato.

Estávamos em casa, então, no computador, abri uma janela para procurar passagens e outra para procurar hotéis. Em menos de dez minutos, disse: Vamos para Santorini, na Grécia!

Abri uma terceira janela e busquei imagens de Santorini no Google. Mostrei as fotos para minha esposa, que ficou instantaneamente encantada e ansiosa pela viagem.

O vôo era da TUI, uma operadora alemã que fazia a rota Bruxelas-Santorini, com uma escala em outra ilha grega. O hotel parecia ser um daqueles com status de “boutique”, mas com preço bem razoável. Não perdi muito tempo na reserva, pois tinha várias viagens para organizar.

Meu colega Thierry, apaixonado pela Grécia, ensinou algumas palavras. A dica mais importante era a pronúncia correta da localidade de Santorini onde estava o hotel: Oia, pronuncia-se “ía”.

Essa viagem foi um pouco depois dos atentados no aeroporto de Bruxelas, que ainda estava um caos. Felizmente, deu tudo certo. Já relatei o episódio do aluguel de carro em Santorini no post “A mãe do taxista”.

A principal rua de Oia é fechada para carros. Do estacionamento até o hotel não deu 100m. Não vimos o hotel em si, apenas uma placa com seu nome. Fomos na sua direção.

Apesar da beleza do cenário, era tudo um pouco estranho. Uma coisa é ver a cidade no mapa, outra é andar por lá. Diversos hotéis não têm estruturas visíveis ao nível da rua, eles são construídos no terreno em declive.

Diante da suposta entrada do hotel, identifiquei-me ao suposto atendente. Instantes depois, aparece um garçom com duas taças de champagne. Pera aí, servir champagne antes mesmo de entrar no hotel?!

A extrema gentileza chamou a minha atenção. E como, daquele ponto, não via o hotel em si, pensei que estivesse caindo numa cilada. Sim, um golpe! Disse para minha esposa grudar nas malas.

Só relaxei na medida em que descíamos as infindáveis escadas barranco abaixo. Também percebi que aquilo era mesmo um hotel boutique. Cada quarto parecia ser cavado na rocha com terraço e piscina privativos. A paisagem de Santorini ao fundo deixava o cenário espetacular.

Estava aliviado. Porém, a essa altura, já estava com outra pulga atrás da orelha: quanto tinha pago pelo hotel? Lembrava-me de um preço bem razoável. Quando vi o tamanho do quarto, o incômodo deixou de ser um simples incômodo e passou a ser uma certeza. Disse para minha esposa: Fiz alguma grande cagada na reserva do hotel!

Preferi nem olhar a reserva. Daí em diante, sabiamente, desencanei. Passei a aproveitar o lugar deslumbrante. Só fui conferir a reserva na véspera do checkout, quando confirmei a minha suspeita. O que eu pensava que fosse o preço da estadia completa era o preço de uma diária!

Aquele deslize transformou-se num dos nossos melhores cinco dias. Uma viagem inesquecível. Além das doces lembranças, guardei a conta do hotel boutique como souvenir.

 

Leitura complementar:

Post de 2016 – A mãe do taxista

 

Foto: Acima, visão panorâmica Oia, a partir de um dos inúmeros terraços. Abaixo, entrando no hotel. 

Ufa! Até que enfim consegui casar o texto com as fotos.