Thursday, May 5, 2011
Enemy Killed in Action
Sunday, November 21, 2010
Retrocomissão

Friday, October 23, 2009
The Ugly, The Bad and The Worse - Parte II
Saturday, May 30, 2009
Nuke Ban 3
Afinal quem precisa de bomba atômica como recurso de dissuasão? Com um pouco de boa vontade e uma boa negociação, o banimento das armas nucleares não parece inatingível. Ninguém precisa delas! Neste post, falo de uma muito sintética dos problemas mais complexos.
O Paquistão tem uma excelente oportunidade para aprender que o seu maior inimigo não é a Índia. Ele está dentro de casa. Os progressos da Índia em muitas áreas são inegáveis. Que tal uma competição pela prosperidade? Se o exemplo vier do Ocidente, uma boa negociação poderá superar uma das rivalidades mais fortes e cruéis do mundo.
A encenação de Ahmadinejad é gritante e o discurso anti-israelense é puro oportunismo. Mais do que uma barganha, o Irã quer restabelecer uma histórica hegemonia persa. O Ocidente não pode reclamar, pois a provocação iraniana começou como oposição ao mundo árabe, numa época em que Saddam Hussein era o queridinho dos EUA e da Europa. Saddam ganhou até uma usina nuclear da França, providencialmente destruída por Israel. O Irã não precisa de bomba, precisa de diálogo e democracia. Obama só não pode dormir no ponto, pois a economia mundial para, mas o plano nuclear do Irã não para.
A sofrível campanha israelense contra o Hezbollah mostrou que as dificuldades do país são de outra natureza. Foi-se o tempo em que tanques, aviões e tropas bem treinadas resolviam qualquer problema. A maioria dos paises árabes já não representa ameaça direta. Para que serve a bomba israelense senão estimular outros a embarcarem na mesma aventura? O que adiantaria retaliar com armas nucleares uma grande metrópole árabe densamente povoada e com infra-estrutura precária? Acho que Israel deveria dar o exemplo e renunciar unilateralmente às armas nucleares.
Wednesday, March 11, 2009
A guerra do ópio do século XXI
A Guerra do Afeganistão foi considerada por Obama como legítima ("right war"). Motivada pelo atentado de 11 de setembro, levou à invasão do país e a derrubada do regime talibã. A guerrilha com a facção islâmica continua. O pior resultado desta guerra começa a ser percebido pelo Ocidente. Os talibãs abandonaram o Afeganistão, uma sociedade tribal e primitiva, para conquistar adeptos no Paquistão, este sim, um país de verdade.
As evidências de conquistas talibãs no Paquistão estão por aí. O movimento encontrou um terreno fértil: Islã mais enraizado, superpopulação, pobreza, fome, o inimigo indiano jurado de morte e, mais importante, uma deliciosa cenoura para se correr atrás: O arsenal nuclear.
O Paquistão tem que ser a prioridade do Ocidente. Tomar o Afeganistão, um vazio cheio de fazendas de papoula foi uma resposta insuficiente para o 11 de setembro. Talvez fosse imprevisível. Pouco importa, pois a guerra do Afeganistão é um desastre. Os bilhões de dólares lá despejados só serviram para resgatar o abastecimento de heroína do planeta. Vai ver que este era o real motivo da guerra e não nos avisaram.
Foto: Faltava uma foto mais clássica de Londres, então lá vai o Parlamento e o mais famoso de todos os relógios.