Showing posts with label Educação. Show all posts
Showing posts with label Educação. Show all posts

Thursday, May 16, 2024

Aurora surreal

 

Foi sem querer, eu juro! Acabei ouvindo a conversa da rodinha de senhoras de meia-idade que falavam aleatoriamente sobre muitos assuntos. Pessoas de boas famílias, como se dizia antigamente, o que nem sempre significa boa educação.

Não queria saber da vida delas, mas ouvi algo que me assustou. Dizia uma delas: “Vocês viram essas auroras, que coisa, né? As mudanças climáticas vão trazer muito mais surpresas, aguardem!”

Na hora, deu aquela vontade de entrar na conversa e dizer que ela deve ter faltado em muitas aulas na sua juventude. Ela sabe das tempestades solares e sabe das mudanças climáticas. Entretanto, associar as duas coisas é uma barbaridade do naipe do terraplanismo.

Não dá para esperar que todos saibam o que é uma tempestade solar em detalhes, mas o bom senso deveria funcionar. O conhecimento básico do ensino fundamental é suficiente para saber que qualquer coisa que a gente faça aqui neste planetinha não vai afetar aquela gigante esfera de fogo 1,3 milhão de vezes maior do que a Terra.

Parece bobagem, mas educação falha é o terreno fértil para os ‘influenciadores’ espalharem, por ignorância, maldade, ou ambos, as ideias mais idiotas ou maldosas do mundo. Funciona no caso acima, mas também no mundo político, social, econômico, etc.

A pessoa em questão falou besteira sobre mudança climática. Será que ela é melhor quando o assunto é Rússia x Ucrânia, Israel x Hamas, Trump x Biden, etc.? Nem quero saber.

Só a educação liberta. Vagabundos do mundo, vão estudar, por favor!


Foto: Matt Houghton via Unsplash 

Tuesday, October 6, 2020

Mudo



Uma das leitoras mais assíduas deste blog perguntou a razão da minha pausa e olha que isso já faz alguns dias. Então, respondo para ela e para todos vocês.

Neste princípio de outubro, houve um acúmulo de atividades. Era previsto. Abracei diversas iniciativas pessoais e profissionais, entre elas, aprender e ensinar.

Tenho feito alguns cursos, pois sempre é tempo de aprender. São temas complementares a minha atividade de consultor. Todos eles têm alguma espécie de lição de casa, o que costumo levar a sério. Por exemplo, uma das tarefas desta semana é criar um roteiro de cinema e apresentá-lo num vídeo.

Agora, é moda pedir tais tarefas em vídeo, algo natural para as novas gerações, porém nem tanto para mim. Criei o enredo, escrevi o meu próprio script, escolhi a trilha sonora e as imagens. Só falta gravá-lo, atividade que foi adiada, pois estou poupando a garganta. De terça a quinta, dou 8 horas de aula, faço uma ‘live’ e ainda tenho uma boa dúzia de reuniões.

As aulas que ministro num renomado programa de MBA estão concentradas neste período primaveril. Quando começou a pandemia, já tinha desenhado uma boa parte das aulas. Terminei a preparação do curso com a premissa de que, no segundo semestre, as aulas presenciais seriam retomadas.

A vontade de estar com os alunos era tão grande que não permitiu que enxergasse o óbvio. A minha estreia como professor em plena pandemia pode até ter sido apreciada pelos alunos, mas fiquei desconfortável. Poderia ter sido melhor.

Entre a primeira e a segunda aula, fiz uma série de adaptações para adaptar o curso à nova realidade. Substitui os exercícios e até os aplicativos para interagir com os alunos. Com o tempo, a minha destreza na manipulação do aparato tecnológico também foi melhorando. A última aula correu como queria.

A minha experiência anterior de anos de videoconferências cotidianas não fez muita diferença. Afinal, é um novo ambiente e um novo papel. Até mesmo cometi o deslize número um da pandemia com distinção, aquele quando você fala estando no modo mudo.

Voltando do intervalo, fiquei mais de 10 minutos passando os slides e falando sozinho. Não estava em mudo, mas tinha desligado o microfone e fone de ouvido no intervalo. Não li o ‘chat’ tampouco. Ninguém conseguia falar comigo. Finalmente, a secretaria do curso ligou no meu celular que, mesmo estando em mudo, começou a vibrar sobre a mesa. 

Recebi o recado, voltamos 10 minutos e a aula prosseguiu.

 

Foto: A bela Rovinj, vista de um barco que navegou pela gosta da Ístria (Croácia). Última foto das férias de 2016.

Friday, July 10, 2020

Ilustre desconhecido



A pandemia forçou muitas escolas a descobrirem a educação a distância. Algumas delas fizeram a transição às pressas, passando simplesmente a despejar aquele conteúdo dado em classe pela rede. Outras foram ainda mais longe, agrupando classes e demitindo professores.

Eu já fiz um curso de extensão on-line com 30 mil participantes. Curso de extensão é uma coisa, educação básica é outra. Não se brinca com educação. Voltarei a falar sobre esse assunto tão importante, mas eu queria mesmo é fazer o gancho para o meu curso, feito em 2014, conforme prometi neste blog.

Entre 2013 e 2014, testei muitos cursos on-line da plataforma Coursera. Desisti de quase todos. Não era fácil manter o interesse e a atenção. Entre vários ensaios com programas de Harvard, Stanford e similares, acabei escolhendo um curso da Universidade Hebraica de Jerusalém com um desconhecido professor, chamado Yuval Noah Harari. Sim, à época, um ilustre desconhecido.

Achei o título do curso bastante ambicioso: ‘Uma breve história da humanidade’. Pensei comigo: esse professor deve estar sonhando, abordar a História inteira num único curso, como assim? Só depois de tê-lo concluído - com excelente nota por sinal – percebi que ele tinha razão. Não era apenas uma ótima visão da história da humanidade, como talvez a melhor de todas. Quem leu os seus livros publicados depois, pode confirmar minha percepção.

Se fiquei espantado ao dividir o curso com 30 mil alunos, hoje, um curso dele deve atrair alguns múltiplos dessa quantia. ‘Sapiens’ ainda estava para ser publicado em inglês naquele final de 2014. Ninguém poderia imaginar que o professor se transformaria num dos historiadores mais prestigiados do planeta nos meses seguintes.

Durante o curso, a cada domingo, recebia um pacote de vídeos do Youtube, meras gravações das falas do professor, sem ilustrações ou quaisquer efeitos especiais. Mesmo assim, algumas vezes, acordava ansioso para baixá-los. Naqueles dias lúgubres, quando o céu cinzento e a garoa constante dominavam a paisagem de Bruxelas, assistia tudo no próprio domingo.

Uma vez, vi a distribuição geográfica dos participantes. Percebi que havia muitos oriundos dos nem tão queridos vizinhos de Israel, um fato que nos enche de esperança e otimismo. Enquanto o discurso dos seus governos é cheio de ódio, numa interpretação manipulatória do Islã, milhares de cidadãos do bem de seus países preferem aprender história com um professor israelense, homossexual e ateu.

O Moleskine tomado inteiramente pelas minhas notas de aula está no meu eterno depósito, a casa do meu pai. Bem, mas isso é assunto para outro post.



Foto: Já que o post menciona a Universidade Hebraica de Jerusalém, escolhi a foto mais ilustrativa possível da cidade, quando da minha última visita, em janeiro de 2018.

Tuesday, December 1, 2015

Aula

Fazia um bom tempo que eu não entrava numa universidade. Em outubro, tive o prazer de dar uma aula numa escola de referência, a Solvay Brussels School. Trata-se da Faculdade de Economia e Negócios da Universidade Livre de Bruxelas.

O nome Solvay não é por acaso, a Escola foi criada a partir de uma doação de Ernest Solvay, fundador do Grupo Solvay, do qual a Rhodia tornou-se parte em 2011.

Uma semana antes da aula, notei que um aluno da Escola deixava  pegadas digitais ao recolher informações sobre mim. De fato, ele fora incumbido de fazer a apresentação do palestrante para seus colegas. Achei a iniciativa muito boa. Poupou-me um tempão. Além do mais,  essa nova geração é capaz de fazer apresentações muito melhores do que as minhas.

Lá da frente do anfiteatro, avistava mais de 150 meia-cabeças. Digo meia pois, invariavelmente, os seus Macs eram mais visíveis do que seus rostos. Um espião lá do fundo do auditório revelou aquilo que eu desconfiava. Muitos aproveitavam  o tempo para colocar o Facebook em dia. Tinha até um jogando paciência. Felizmente, para o bem da Bélgica e para minha satisfação pessoal, havia dezenas tomando nota dos meus comentários.

O coordenador do curso estava tão contente com a minha participação, que nem se preocupou com a forma da aula. Acabei usando e abusando do Powerpoint. Fazendo uma autocrítica, mesmo que seja algo comum no mundo corporativo, acho que a nova geração merece coisa melhor.

Apesar da platéia eminentemente francofônica, assim como todas as demais aulas daquele curso, minha apresentação foi em inglês. Bem, pelo menos o apresentador e os alunos estão no mesmo nível.  Cada um com seu sotaque :-)

O  mais interessante foi falar sobre transformação digital para a moçada. Eles nasceram conectados e sabem muito bem como usar as novas tecnologias. Não é à toa que várias empresas lançam programas de “reverse coaching”, onde os mais jovens orientam os mais experientes nos desafios do mundo digital.

Ao final dessas duas intensas horas de apresentação, não faço a menor ideia do que eles aprendeream. Eu aprendi muito.



Foto: Domingão outonal no parque da Cambre, em Bruxelas.

Saturday, January 24, 2015

#JeSuisMusulman


Os atentados e as manifestações ficaram para trás, mas o debate continua por aqui. Não é para menos, a questão é muito complexa. Pouco fala-se da grande maioria fiel às causas republicanas,  o “x da questão” é a minoria discordante.

Uma minoria sem dúvidas. Porém, uma minoria de muitos milhares de jovens da periferia.  São aqueles que não respeitaram o minuto de silêncio em homenagem às vítimas, que aderiram às teorias conspiratórias ou que apoiaram explicitamente os terroristas.

É desse meio que saem inúmeros djihadistas. É desse meio que saem futuros terroristas. As periferias das grandes cidades são incubadoras do radicalismo. A França pergunta-se onde errou. Depois de gerações de imigrantes que lutaram pela integração, deparam-se com um sério revés, confrontando-se com a afirmação religiosa e a negação da democracia.

Como disse no primeiro post sobre o tema, misturam-se fatores econômicos, sociais, culturais, entre outros. Os holofotes estão na Educação. Com certeza, há alguma coisa errada nas escolas. Bem, eu não queria estar na pele dos professores, que dão aulas em salas onde  metade dos alunos chama-se Mohamed.

Circulando pelas ruas de Paris e Bruxelas, ainda percebemos o estado de alerta. Soldados e policiais estão em todos os lugares, sem contar o pessoal da inteligência. Para acompanhar um potencial terrorista, a França mobiliza um overhead de 20 a 25 agentes. A ameaça terrorista em si é capaz de sangrar ainda mais a já combalida economia.

Se existe um lado menos triste nesta história, é a visibilidade que ganhou o quase falido Charlie. Graças aos terroristas, suas caricaturas espalharam-se pelo mundo. Nunca a blasfêmia fez tanto eco. Maomé tem mesmo que chorar.



Foto: Um outro cantinho simpático de Bruxelas, perto de casa, o Egmont Park, que abriga a "brasserie" mostrada na foto.

Wednesday, October 15, 2014

MOOC

Comecei o último post explicando os motivos de estar escrevendo menos. Aí vai mais um deles. Do começo de agosto até ontem, participei de um MOOC. MOOC???

Talvez você não conheça o acrônimo. Então, que tal “Massive Open Online Course”?  Há algum tempo, um colega mostrou-me as ofertas da plataforma Coursera. Fiquei impressionado. Universidades e professores de renome assinando inúmeros cursos interessantes. Deixei de lado pela habitual falta de tempo.

Nunca fui entusiasta desses programas educacionais.Acreditava que eles tinham um papel relevante. Principalmente para os outros. Mudei de opinião.

Quando cheguei  em Bruxelas, começou a sobrar aquele tempo que eu perdia no trânsito de Sâo Paulo. Poderia ter lido alguns livros a mais, no entanto, resolvi encarar um MOOC. Procurei por algo bem interessante, mesmo que fora do contexto profissional.

Num post futuro, voltarei para falar sobre o curso que escolhi (História da Civilização). Foi uma boa aposta, pois o livro texto do curso está ganhando grande repercussão.

A cada semana, recebia uma hora e meia de aulas em  vídeo. Em agosto funcionou bem. Já em setembro, em pleno ciclo orçamentário, foi difícil acompanhar. Nessas horas, fazer a coisa por prazer, sem obrigação, foi essencial para que chegasse até o fim.

Uma das principais deficiências desse tipo de formação é a impossibilidade de interação com o mestre. Para um MOOC de sucesso como este - 30.000 participantes! - é inviável. As discussões no fórum, quando não descambam como qualquer outra rede social, não substituem a experiência da sala de aula. Enfim, isso não invalida o mérito dos MOOC que merecem a nossa atenção como cidadãos ou profissionais.

Graças à tecnologia, pude assistir as aulas nas viagens de trem e avião. O melhor mesmo foram as aulas assistidas pela televisão (Chromecast) lá no sofá de casa. Enfim, um show de tecnologia. Já as minhas anotações consumiram um bom e velho Moleskine e algumas dezenas de post-its.


Foto: Vista dos rochedos diante das praias principais de Biarritz.

Saturday, February 1, 2014

Mariazinha e Joãozinho

Meu plano para a última semana era uma convenção em Lisboa. Graças às raríssimas greves dos controladores de vôos europeus, acabei passando a semana em Paris. Se não pude fugir do frio, pelo menos pude matar as saudades das coisas de lá.

As capas das revistas de fofocas ainda ilustravam as novidades da vida amorosa do presidente. A imprensa mais séria sabe que o francês separa muito bem a vida pública e a vida privada dos políticos. De qualquer modo, como em todo lugar, a oposição sempre tira uma casquinha.

O assunto mais quente por lá é outro. Se você está incomodado com o beijo gay da novela, se você não está à vontade com a regulamentação do casamento gay ou foi um daqueles contrários a cartilha anti-homofóbica do governo brasileiro, prepare-se! A França vai mais longe.

Para construir uma igualdade de gêneros mais sólida, o governo francês começou uma rigorosa revisão de todo material didático desde o ensino básico. É o programa "ABCD da igualdade", em fase experimental para 600 classes.

A proposta é remover do currículo quaisquer estereótipos associados à masculinidade e feminilidade. Nada de mostrar menino de calça e camisa azul brincando de carrinho. Nada de menina de vestido vermelho brincando de boneca. Piadinha de Joãozinho e Mariazinha, então, nem pensar!

Com tamanha neutralidade, os diversos tipos transgêneros também saem ganhando, com a eliminação do preconceito potencial pela raiz. A turma de descontentes é a mesma que foi às ruas contra o casamento gay: extrema direita e grupos religiosos. Dessa vez, no entanto, foram mais eficazes. Montaram uma campanha contra a proposta educacional e, mais assustador, começaram a tirar seus filhos das escolas, um dia por mês.

A campanha para confundir a opinião pública acusa o governo de incorporar a "teoria do gênero" na educação. Segundo ela, os papéis masculinos e femininos são frutos de uma construção social e não das diferenças biológicas originais. Assim como o boicote às aulas foi coordenado pelas redes sociais, os boatos sobre a adoção da tal teoria também espalharam-se pelo mesmo meio. Da extrema-direita para o centro foi rapidinho. Confusão generalizada.

Tolerância e igualdade são ambições da sociedade francesa e de muitas outras. Já essa teoria do gênero talvez seja arrojada demais. Resta ao governo francês explicar a sua intenção e repelir as acusações da direita. Enquanto isso, bem que eles podiam tirar do material básico livros como "Papai usa vestido". Ou não?


Foto: Cenas de Amsterdam no último verão.

Saturday, March 5, 2011

Ex-cola 2.0

Nas últimas semanas, dois casos comprovados de plágio foram muito comentados. O primeiro foi o do Professor Andreimar Soares na USP (Ribeirão Preto). O segundo, do ex-ministro alemão Karl-Theodor zu Guttenberg, da Universidade de Bayreuth . Também tivemos o caso de Saif Al-Islam Kadafi, suspeito de plágio na sua tese de doutorado na London School of Economics. Porém, deste último, não esperávamos muita coisa.

Andreimar e Karl-Theodor se deram mal, muito mal. Seus nomes estão na latrina. Que sirva de exemplo para o mundo inteiro, sobretudo para quem ainda está nos bancos escolares. Plágio não é invenção do século XXI, mas presume-se que as facilidades trazidas pela tecnologia da informação facilitaram a vida dos maus estudantes e profissionais das mais diversas áreas. É o mundo do "copiar e colar" atropelando a ética.

Felizmente, a própria tecnologia, que tanto facilita a cópia, dá meios para controlá-la. Existem dezenas de ferramentas sendo usadas para se detectar o plágio. Limitadas ou não, certamente têm ajudado. Entretanto, o caminho não é por aí.

Em 2009, escrevi o post "Ex-cola", que ainda é atual. No meu tempo de estudante, o máximo que se discutia era o uso de calculadoras em determinadas disciplinas. Hoje, com um dispositivo bem menor do que aquelas calculadoras, temos pleno acesso a Internet.

A questão maior não é colar ou não colar, copiar ou não copiar, mas se os cursos estão adaptados para esse novo mundo. Não adianta fugir da realidade, o conhecimento factual estará sempre na palma da mão e cada vez mais acessível. As escolas devem necessariamente mudar seus currículos e métodos. Quando um estudante enfrenta o dilema de colar ou não colar, já é tarde demais. Errou na escolha da escola, do curso ou do professor.


Foto: Em Fontenay, acima, a vista frontal da igreja. Abaixo, o seu interior.


Tuesday, August 4, 2009

Ex-cola

O fim dos livros e jornais é tema recorrente das discussões do Blogger e do Facebook. Vi uma troca interessante sobre o fim dos livros escolares e acadêmicos. Como cheguei tarde para o debate, deixo a minha opinião neste post, aguardando vossos comentários.

Muitas escolas e universidades virtualizam-se rapidamente. Todas as referências, notas de aulas, testes e as informações sobre o próprio curso são distribuídas através da Internet.

A evolução é bastante lógica, pois existe um apelo prático e econômico. O acesso à rede é normalmente fornecido pelas instituições de ensino e a aquisição de computadores já não é mais problema.

Acredito que a verdadeira revolução seja outra. No mundo da Web, onde temos todas as informações disponíveis na palma da mão, o desafio não é melhorar a forma de se transmitir o conhecimento, mas discutir o conhecimento transmitido em si. Não deveríamos perguntar se adotamos ou não a grande rede na sala de aula, mas:

o O que a sociedade espera dos formandos do futuro?
o Qual é o papel da escola na formação de um profissional que terá acesso a um mundo de informações e ferramentas cada vez mais poderosas?
o O que jamais poderá ser substituído pela Web?

Não vou responder às perguntas, mas eu daria uma boa chacoalhada nos currículos. Provavelmente, tem gente que já percebeu isso há muito tempo.
 
 
Foto: Ainda em Munique, o Deutsches Museum, excelente para quem gosta de ciência e tecnologia. O foco deste tipo de museu é sempre a juventude, mas tem muito marmanjo que se diverte. Acima, a ala da aviação. Abaixo, o prédio.