O termo "esquerda caviar" surgiu na França para designar aqueles socialistas que não abrem mão de uma vida de muito conforto. Uma vez no poder, esquerdistas daqui e dali apegaram-se ao luxo. Entretanto, devemos reconhecer, que essa geração foi às ruas e combateu pelos seus ideais.
É o caso dos líderes do PT - presidiários ou não - e dos franceses, que quebraram tudo em 1968. No poder, são um péssimo exemplo para os comunas de hoje. Esses sim são diferentes. E como!
Os comunas de hoje terceirizam a bagunça. Para horror de Trotski, contratam pobres coitados e não-tão-pobres-assim para representá-los nas praças públicas das nossas capitais. Pedra pra cá, porrada pra lá, bala de borracha pra cá, rojão pra lá. Marx não imaginaria tão vil exploração do proletariado.
Mas nem tudo é decepção no mundo da luta contra as classes opressoras. Os trabalhadores estão mais unidos e não se dão por vencidos. Fizeram até um "rebranding" da baderna através do Black Bloc.
Eu sou do tempo em que um coitado fazia uma manifestação apenas por um lanchinho. Uma vez, cruzei com uma passeata na Paulista. Parecia um bando de zumbis, que mal sabiam repetir aquilo que o homem do megafone esbravejava. Como disse o poeta: "Que tétricas figuras!"
A remuneração dos manifestantes subiu de zero para 150. Imagina na Copa!
Enfim, já não se fazem mais comunas como antigamente. Qualquer hora eu volto para avacalhar com a nova direita brasileira.
Foto: Um canto de tranquilidade no zôo de Amsterdam.
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Thursday, February 20, 2014
Tuesday, July 2, 2013
Tarde da noite
Felizmente,
a televisão belga transmitiu a final da Copa das Confederações. Era muito tarde, mas
valeu ficar até o final para ouvir o locutor dizer que, com um Brasil jogando
daquele jeito, nem a seleção da Bélgica resistiria.
A Copinha acabou
e ninguém mais fala do nosso futebol e nem das nossas manifestações. Não dá mesmo para
competir com Egito e Turquia!
Dia desses,
o ex-ministro francês Bernard Kouchner esteve num programa de TV, daqueles
debates de final de noite típicos da TV francesa. O jornalista perguntou-lhe sobre as
semelhanças entre os movimentos turco e brasileiro. O ex-diplomata foi curto e
grosso: "Nenhuma". Também valeu ficar
acordado para ver a cara de tacho do entrevistador. Segundos depois (pareceu
uma eternidade), Bernard discorreu melhor sobre o assunto.
O Courrier
International, jornal que sintetiza a imprensa mundial, por sua vez, diz
que há muito em comum entre o Brasil e Turquia, explicitando a movimentação das
“novas classes médias”.
Há algumas
semanas, li alguns artigos sobre a Turquia. Uma matéria do
Economist sobre os métodos de Erdogan me surpreendeu. Não imaginava que o Erdogan daqui já teve dois mandatos e elegeu a sua sucessora.
Acima, mais
uma foto do "legado" da Expo 98 de Lisboa. Abaixo, selecionei quatro cartuns da
imprensa internacional sobre as manifestações no Brasil. Os autores são Patrick
Chappatte (dois primeiros), Arcadio Esquivel e Osvaldo Gutierrez Gomez.
Saturday, June 8, 2013
Petit comité
Estou numa intensa sequência de viagens, daí as minhas postagens nem tão frequentes. Pôxa, mal poderei acompanhar a Copa das Confederações :(
Em compensação, no final de ano, serei o anfitrião. Faremos um "petit comité" no Brasil, assim como em 2011. Não será nem em São Paulo nem no Rio. Sempre temi impor uma conexão pelos nossos aeroportos aos meus 20 a 30 convidados estrangeiros. Mas, dessa vez, vou encarar. Afinal, eles estarão prontinhos para a Copa ;-)
Fiz uma pequena lista de critérios desejáveis para a escolha da sede da nossa reunião e abro mão apenas de um deles: 1- proximidade à praia; 2- hotelaria de primeira; 3- possibilidade de se sair do hotel a pé em segurança; 4- existência de algum lugar histórico relevante a 90 minutos no máximo; 5- existência de opções de restaurantes e bares nas proximidades; 6- local a uma conexão aérea de SP ou Rio mais translado rodoviário de até 2h.
Não adianta pensar num resort magnífico. Resorts não agradam a todos. Uns dizem que são todos iguais e a diferença entre estar no Brasil, no Caribe ou na Polinésia acaba sendo minimizada. Outros detestam ficar "trancados" num hotel, por melhor que seja.
Enfim, parece fácil, mas não é. Fácil é perceber o quanto o Brasil deixa de aproveitar o seu potencial. Se tiver alguma sugestão, comente o post ou escreva diretamente para mim. Até breve!
Foto: Terminando a sequência de imagens do Château de Vincennes, eis a sua Sainte-Chapelle.
Em compensação, no final de ano, serei o anfitrião. Faremos um "petit comité" no Brasil, assim como em 2011. Não será nem em São Paulo nem no Rio. Sempre temi impor uma conexão pelos nossos aeroportos aos meus 20 a 30 convidados estrangeiros. Mas, dessa vez, vou encarar. Afinal, eles estarão prontinhos para a Copa ;-)
Fiz uma pequena lista de critérios desejáveis para a escolha da sede da nossa reunião e abro mão apenas de um deles: 1- proximidade à praia; 2- hotelaria de primeira; 3- possibilidade de se sair do hotel a pé em segurança; 4- existência de algum lugar histórico relevante a 90 minutos no máximo; 5- existência de opções de restaurantes e bares nas proximidades; 6- local a uma conexão aérea de SP ou Rio mais translado rodoviário de até 2h.
Não adianta pensar num resort magnífico. Resorts não agradam a todos. Uns dizem que são todos iguais e a diferença entre estar no Brasil, no Caribe ou na Polinésia acaba sendo minimizada. Outros detestam ficar "trancados" num hotel, por melhor que seja.
Enfim, parece fácil, mas não é. Fácil é perceber o quanto o Brasil deixa de aproveitar o seu potencial. Se tiver alguma sugestão, comente o post ou escreva diretamente para mim. Até breve!
Foto: Terminando a sequência de imagens do Château de Vincennes, eis a sua Sainte-Chapelle.
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