Confesso que comprei uma revista brasileira de passagem por Lisboa. Depois de tanto tempo sentido o que acontece no Brasil pelas redes sociais e com raras olhadelas a alguns sites de jornais, queria uma outra perspectiva.
Felizmente ou infelizmente, todas as minhas fontes são consideradas pelos petralhas como “mídia golpista”. Ou seja, continuo “desinformado”!
Faço questão de cumprimentar e solidarizar-me com (quase todos) vocês, que estiveram na Paulista, bateram panelas e não arredaram o pé. Visto de fora, é algo impressionante. Estive no Brasil nos dias que antecederam o segundo turno. Praticamente, é o mesmo clima. Já são alguns meses de resistência.
As notícias do naufrágio do PT e do governo Dilma chegam aos principais veículos da imprensa europeia, mas não dá para se ter a menor ideia do que acontece por aí. Além do mais, sempre houve uma simpatia dos jornais à esquerda pelo Lula “et sa dauphine” Dilma. A ficha demorou para cair.
Esses escândalos infindáveis sempre incomodaram-me. No Brasil, acabava acompanhando e envolvendo-me. Sem dúvidas, uma fonte de stress. Não deve ser fácil para muitos de vocês ouvirem todas essas notícias dia a dia.
Ainda estou correndo com alguns trâmites burocráticos relativos à expatriação. Já vivi isso antes e dá um certo trabalho. Para compensar, o inverno foi bem mais tranquilo do que eu imaginava e pude conhecer muitas cidades belgas. E mesmo quando chove, porque não pegar chuva num florão medieval flamengo?
Foto: A estátua do gigante Wapper, personagem do folclore flamengo, diante do Het Steen, uma fortaleza medieval, no centro de Antuérpia.
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Monday, March 30, 2015
Thursday, February 20, 2014
Esquerda
O termo "esquerda caviar" surgiu na França para designar aqueles socialistas que não abrem mão de uma vida de muito conforto. Uma vez no poder, esquerdistas daqui e dali apegaram-se ao luxo. Entretanto, devemos reconhecer, que essa geração foi às ruas e combateu pelos seus ideais.
É o caso dos líderes do PT - presidiários ou não - e dos franceses, que quebraram tudo em 1968. No poder, são um péssimo exemplo para os comunas de hoje. Esses sim são diferentes. E como!
Os comunas de hoje terceirizam a bagunça. Para horror de Trotski, contratam pobres coitados e não-tão-pobres-assim para representá-los nas praças públicas das nossas capitais. Pedra pra cá, porrada pra lá, bala de borracha pra cá, rojão pra lá. Marx não imaginaria tão vil exploração do proletariado.
Mas nem tudo é decepção no mundo da luta contra as classes opressoras. Os trabalhadores estão mais unidos e não se dão por vencidos. Fizeram até um "rebranding" da baderna através do Black Bloc.
Eu sou do tempo em que um coitado fazia uma manifestação apenas por um lanchinho. Uma vez, cruzei com uma passeata na Paulista. Parecia um bando de zumbis, que mal sabiam repetir aquilo que o homem do megafone esbravejava. Como disse o poeta: "Que tétricas figuras!"
A remuneração dos manifestantes subiu de zero para 150. Imagina na Copa!
Enfim, já não se fazem mais comunas como antigamente. Qualquer hora eu volto para avacalhar com a nova direita brasileira.
Foto: Um canto de tranquilidade no zôo de Amsterdam.
É o caso dos líderes do PT - presidiários ou não - e dos franceses, que quebraram tudo em 1968. No poder, são um péssimo exemplo para os comunas de hoje. Esses sim são diferentes. E como!
Os comunas de hoje terceirizam a bagunça. Para horror de Trotski, contratam pobres coitados e não-tão-pobres-assim para representá-los nas praças públicas das nossas capitais. Pedra pra cá, porrada pra lá, bala de borracha pra cá, rojão pra lá. Marx não imaginaria tão vil exploração do proletariado.
Mas nem tudo é decepção no mundo da luta contra as classes opressoras. Os trabalhadores estão mais unidos e não se dão por vencidos. Fizeram até um "rebranding" da baderna através do Black Bloc.
Eu sou do tempo em que um coitado fazia uma manifestação apenas por um lanchinho. Uma vez, cruzei com uma passeata na Paulista. Parecia um bando de zumbis, que mal sabiam repetir aquilo que o homem do megafone esbravejava. Como disse o poeta: "Que tétricas figuras!"
A remuneração dos manifestantes subiu de zero para 150. Imagina na Copa!
Enfim, já não se fazem mais comunas como antigamente. Qualquer hora eu volto para avacalhar com a nova direita brasileira.
Foto: Um canto de tranquilidade no zôo de Amsterdam.
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Sunday, November 3, 2013
A causa - 1
O Estadão de hoje traz uma ampla cobertura sobre Serra Pelada. Diz o artigo:
"A Vila de Serra Pelada continua praticamente a mesma. As ruas nunca foram asfaltadas e precisam receber um jato de água no fim da tarde para que as casas de madeira não sejam tomadas pelo pó vermelho. O vilarejo não tem uma só torneira de água potável nem tratamento de esgoto".
Uma das fotos publicadas na edição impressa chamou a minha atenção. Na paisagem dominada pelo mato, por caminhos de terra e pelos barracos, destaca-se uma faixa, muito bem feita por sinal: "Os garimpeiros são contra a espionagem canadense".
Os trabalhadores de Serra Pelada não têm água, saneamento, habitação, educação, segurança, saúde e nenhum outro serviço público, mas manifestam-se contra a espionagem canadense. É simplesmente grotesco. É a cara do Brasil!
Esse caso é apenas uma ilustração do caráter manipulatório das muitas manifestações por aí. Mostra a atuação de alguns grupos com intenções duvidosas em detrimento do interesse geral da nação. Países desenvolvidos e maduros têm defesas contra esse tipo de ação, mas o Brasil ainda é vulnerável.
Dizem que a próxima faixa que dominará o vilarejo já está pronta. Ela diz: "Os garimpeiros são contra o uso de animais em laboratórios. Salvem os Beagles!"
Enfim, a plataforma eleitoral para 2014 já possui duas grandes prioridades. Sorte de quem abraçá-las. Peço perdão aos leitores deste blog. Por muito tempo tentei induzí-los a pensar que os grandes problemas brasileiros fossem outros.
Foto: Voltando ao ano em que fiz turismo na Bélgica, com mais uma foto de Gante.
Sunday, October 20, 2013
2014
No meio político, a grande dúvida é se a Dilma será reeleita no primeiro ou no segundo turno. Parece inacreditável. Há poucos meses, as massas invadiam as ruas e acenavam para um futuro diferente.
As manifestações foram habilmente esvaziadas. A infiltração orquestrada de baderneiros assustou aqueles que se manifestavam legitimamente. Além disso, o "mico" passou para os governos estaduais de São Paulo e do Rio, criticados quando reprimem e quando não reprimem.
O programa Mais Médicos foi uma cartada genial. Quase escrevi um post sobre o assunto, mas preferi esperar pela opinião dos especialistas. Podemos criticar os métodos e a forma do governo impor o programa, mas não a sua lógica.
Além de fazer sentido sob o prisma sócio-econômico, é uma ação política decisiva, capaz de consolidar a vitória da Dilma e ainda ameaçar os últimos bastiões tucanos. Resta à oposição o medíocre papel de ficar denunciando médicos argentinos e cubanos que cometam deslizes. Algo que começa a aparecer nas redes sociais, mas é estatisticamente irrelevante.
Num país tão desigual, um governo populista sempre poderá achar uma cartada para virar o jogo e ganhar mais quatro anos de poder. E temos que admitir que não foi este governo que criou um dos países mais desiguais do mundo.
A questão é onde parar. De cartada em cartada, o Brasil vai definhando. O desempenho do país na era Dilma não é mais o mesmo. Graças a contínua deterioração dos indicadores, nossos 15 minutos de fama já acabaram. Estamos andando para trás.
Se serve de consolo, falta um ano para as eleições. É bem verdade que os rivais da Dilma são umas mulas, tão ruins quanto ela, mas, em um ano, muita coisa pode acontecer. Afinal, nosso país é regido pela antiga máxima: "o Brasil cresce enquanto os políticos dormem".
Foto: Mudando de Bruges para Gante, ainda na Bélgica.
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Saturday, August 10, 2013
Cartel
O caso dos trens paulistanos terá uma repercussão desproporcional. Se depender do PT, ele será explorado até as últimas consequências, com o intuito evidente de se abafar os escândalos dos governos petistas.
Ninguém duvida da existência de um cartel. Os grandes atores do mundo ferroviário já receberam punições exemplares fora do país. É assim em todo o mundo! Fica uma questão para os economistas, talvez seja ilusão querer uma real competição no setor.
A grande dúvida é o envolvimento do governo ou de funcionários públicos. Embora o valor das supostas propinas não pareça exorbitante, corrupção é corrupção e deve ser punida.
Se confirmado, o caso ilustrará como a corrupção está profundamente impregnada na máquina pública brasileira, independente de partido. Como neste caso, no Mensalão e em tantos outros, os grandes desvios são feitos em parceria com agentes privados, encobrindo-se mais facilmente os rastros da operação.
Muito provavelmente, essa história estava preparada para eclodir no momento certo. Era um coringa petista. Depois das manifestações e da queda brutal de popularidade da Dilma, o escândalo vem colocar a disputa PT X PSDB num empate técnico moral.
A essa altura do campeonato, não sei como FHC poderá convencer o povo de que não é farinha do mesmo saco (nas suas próprias palavras). Precisaria de uma senhora retórica, recorrendo à Ética, Economia e Filosofia. Tudo que o povo não quer ouvir. Luta inglória.
Mesmo com algumas dúvidas sobre o caso, para mim, é mais uma evidência de que não mudaremos nada em 2014. Não é uma questão de nomes. O sistema está doente. Se as manifestações não servirem para reformar a política nacional, então não serviram para nada. O cartel dos atuais partidos brasileiros é infinitamente pior do que o cartel dos trens.
Foto: Outra tomada da Praça do Mercado, em Bruges.
Ninguém duvida da existência de um cartel. Os grandes atores do mundo ferroviário já receberam punições exemplares fora do país. É assim em todo o mundo! Fica uma questão para os economistas, talvez seja ilusão querer uma real competição no setor.
A grande dúvida é o envolvimento do governo ou de funcionários públicos. Embora o valor das supostas propinas não pareça exorbitante, corrupção é corrupção e deve ser punida.
Se confirmado, o caso ilustrará como a corrupção está profundamente impregnada na máquina pública brasileira, independente de partido. Como neste caso, no Mensalão e em tantos outros, os grandes desvios são feitos em parceria com agentes privados, encobrindo-se mais facilmente os rastros da operação.
Muito provavelmente, essa história estava preparada para eclodir no momento certo. Era um coringa petista. Depois das manifestações e da queda brutal de popularidade da Dilma, o escândalo vem colocar a disputa PT X PSDB num empate técnico moral.
A essa altura do campeonato, não sei como FHC poderá convencer o povo de que não é farinha do mesmo saco (nas suas próprias palavras). Precisaria de uma senhora retórica, recorrendo à Ética, Economia e Filosofia. Tudo que o povo não quer ouvir. Luta inglória.
Mesmo com algumas dúvidas sobre o caso, para mim, é mais uma evidência de que não mudaremos nada em 2014. Não é uma questão de nomes. O sistema está doente. Se as manifestações não servirem para reformar a política nacional, então não serviram para nada. O cartel dos atuais partidos brasileiros é infinitamente pior do que o cartel dos trens.
Foto: Outra tomada da Praça do Mercado, em Bruges.
Friday, July 12, 2013
Chapas
A foto acima está no meu banco de fotos. Não estava separada para ilustrar este blog, mas eu a utilizei nesta manhã no Twitter e no Instagram. As manifestações chapa branca de quinta-feira me inspiraram: chapas brancas e letras vermelhas.
A foto é de uma parede do museu automobilístico Autoworld de Bruxelas. Os próximos posts serão ilustrados com fotos recentíssimas de Bruxelas e Bruges.
Já vi alguns museus de automóveis, como por exemplo, a coleção Schlumpf de Mulhouse, comentada em 2010. Trata-se do maior museu automobilístico do mundo. Quem gosta de carro deve visitá-lo. O congênere de Bruxelas não tem as jóias de Mulhouse (coleção de Bugatti), mas é muito interessante.
Abaixo, mais duas fotos do Autoworld de Bruxelas. Uma visão geral do pavilhão e alguns dos modelos expostos. No sentido horário a partir do canto superior esquerdo: o belga Minerva AE (1929), o norte-americano Packard Single 8 (1928), o inglês Jaguar XK140 Cabriolet (1955) e o italiano Ferrari 250GT Boano (1956).
A foto é de uma parede do museu automobilístico Autoworld de Bruxelas. Os próximos posts serão ilustrados com fotos recentíssimas de Bruxelas e Bruges.
Já vi alguns museus de automóveis, como por exemplo, a coleção Schlumpf de Mulhouse, comentada em 2010. Trata-se do maior museu automobilístico do mundo. Quem gosta de carro deve visitá-lo. O congênere de Bruxelas não tem as jóias de Mulhouse (coleção de Bugatti), mas é muito interessante.
Abaixo, mais duas fotos do Autoworld de Bruxelas. Uma visão geral do pavilhão e alguns dos modelos expostos. No sentido horário a partir do canto superior esquerdo: o belga Minerva AE (1929), o norte-americano Packard Single 8 (1928), o inglês Jaguar XK140 Cabriolet (1955) e o italiano Ferrari 250GT Boano (1956).
Tuesday, July 2, 2013
Tarde da noite
Felizmente,
a televisão belga transmitiu a final da Copa das Confederações. Era muito tarde, mas
valeu ficar até o final para ouvir o locutor dizer que, com um Brasil jogando
daquele jeito, nem a seleção da Bélgica resistiria.
A Copinha acabou
e ninguém mais fala do nosso futebol e nem das nossas manifestações. Não dá mesmo para
competir com Egito e Turquia!
Dia desses,
o ex-ministro francês Bernard Kouchner esteve num programa de TV, daqueles
debates de final de noite típicos da TV francesa. O jornalista perguntou-lhe sobre as
semelhanças entre os movimentos turco e brasileiro. O ex-diplomata foi curto e
grosso: "Nenhuma". Também valeu ficar
acordado para ver a cara de tacho do entrevistador. Segundos depois (pareceu
uma eternidade), Bernard discorreu melhor sobre o assunto.
O Courrier
International, jornal que sintetiza a imprensa mundial, por sua vez, diz
que há muito em comum entre o Brasil e Turquia, explicitando a movimentação das
“novas classes médias”.
Há algumas
semanas, li alguns artigos sobre a Turquia. Uma matéria do
Economist sobre os métodos de Erdogan me surpreendeu. Não imaginava que o Erdogan daqui já teve dois mandatos e elegeu a sua sucessora.
Acima, mais
uma foto do "legado" da Expo 98 de Lisboa. Abaixo, selecionei quatro cartuns da
imprensa internacional sobre as manifestações no Brasil. Os autores são Patrick
Chappatte (dois primeiros), Arcadio Esquivel e Osvaldo Gutierrez Gomez.
Friday, June 21, 2013
Elefantes
Ainda no começo da semana, numa reunião do nosso comitê diretor, disse para meus pares - todos estrangeiros - não se impressionarem com as notícias sobre o Brasil, pois não estávamos diante de uma "primavera brasileira". Errei.
Admiro a mobilização. Fiquei encantado com as hostilidades ao pessoal ligado a partidos. Porém, ainda acho que, sem uma pauta mais precisa, o movimento pode enfraquecer. Veremos nos próximos dias. Encontrei tantas coisas interessantes para explicar e sustentar tais manifestações, que resta pouco a acrescentar.
Na França, li uma matéria enorme do Le Monde sobre os elefantes brancos brasileiros. Saibam vocês que a preparação do Brasil para a Copa é motivo de piada. Eles sabem que os estádios estarão prontos, o problema é fora deles.
Os gastos com a Copa aparecem na pauta dos manifestantes. Apesar de ser apenas uma gota d´água no oceano da corrupção brasileira, é uma gota que cai nos nossos olhos diariamente, como se fosse aquele colírio bem ardido. Abrir mão da Copa e dos Jogos Olímpicos depois de fazer boa parte do investimento seria um grande desperdício. É pena que o povo tenha acordado muito tarde.
O mesmo argumento vale para os Jogos Olímpicos. A essa altura do campeonato, a Expo 2020 em São Paulo está ameaçada. De todos os três eventos, simpatizava mais com a Expo. Ele é mais modesto, pode até deixar uns elefantinhos brancos, mas permite passar a limpo um bom pedaço da cidade, no caso, Pirituba.
Ficarei fora do Brasil nas próximas duas semanas. Conto com todos vocês para me representarem nas ruas de São Paulo ;-)
Foto: A margem do Tejo na área onde foi a Expo 98 de Lisboa.
Admiro a mobilização. Fiquei encantado com as hostilidades ao pessoal ligado a partidos. Porém, ainda acho que, sem uma pauta mais precisa, o movimento pode enfraquecer. Veremos nos próximos dias. Encontrei tantas coisas interessantes para explicar e sustentar tais manifestações, que resta pouco a acrescentar.
Na França, li uma matéria enorme do Le Monde sobre os elefantes brancos brasileiros. Saibam vocês que a preparação do Brasil para a Copa é motivo de piada. Eles sabem que os estádios estarão prontos, o problema é fora deles.
Os gastos com a Copa aparecem na pauta dos manifestantes. Apesar de ser apenas uma gota d´água no oceano da corrupção brasileira, é uma gota que cai nos nossos olhos diariamente, como se fosse aquele colírio bem ardido. Abrir mão da Copa e dos Jogos Olímpicos depois de fazer boa parte do investimento seria um grande desperdício. É pena que o povo tenha acordado muito tarde.
O mesmo argumento vale para os Jogos Olímpicos. A essa altura do campeonato, a Expo 2020 em São Paulo está ameaçada. De todos os três eventos, simpatizava mais com a Expo. Ele é mais modesto, pode até deixar uns elefantinhos brancos, mas permite passar a limpo um bom pedaço da cidade, no caso, Pirituba.
Ficarei fora do Brasil nas próximas duas semanas. Conto com todos vocês para me representarem nas ruas de São Paulo ;-)
Foto: A margem do Tejo na área onde foi a Expo 98 de Lisboa.
Sunday, June 16, 2013
Manif
Não pude assistir aos jogos da Seleção. Para falar a verdade, não venho assistindo há tempos. Até veria Brasil X França, se tivesse encontrado algum canal londrino transmitindo o jogo. De qualquer forma, era hora de jantar e a fome apertava. Desci ao restaurante com um tablet e fui acompanhando o andamento da partida por um site brasileiro.
Meu objetivo era curtir o jogo sozinho durante a refeição. Entretanto, foi muito melhor. Alguns colegas franceses chegaram logo depois e juntaram-se a mim. A conversa estava muito boa, mas tive que interrompê-la três vezes. Sem estardalhaço. Com classe. 1, 2 e 3.
Se São Paulo está aprendendo a conviver com as manifestações, a Europa já é craque nisso. Na França, é algo tão comum, que a palavra foi encurtada para "manif". E a manif da semana foi a do controle aéreo. Vocês se lembram do que uma greve de controle aéreo pode fazer? Pois é, fez. 50% dos vôos foram cancelados entre terça e quinta.
A Europa cogita a unificação do controle do seu espaço aéreo, algo bem razoável pelo tamanho do continente. Evidentemente, isso traria uma sinergia significativa. A resistência da categoria é natural.
Tive alguma sorte, pois meus vôos foram confirmados. Já os atrasos foram consideráveis. Enfim, com alguma tensão, passei por Londres, Paris e cheguei em Lisboa.
Estive em Lisboa algumas vezes, apesar de não ter publicado nenhuma foto neste blog. Desta vez, tive duas experiências novas: 1) fiquei hospedado numa área que não conhecia, onde fica o "legado" da Expo 1998 (São Paulo é candidata à realização da Expo 2020). 2) cheguei em plena festa de Santo Antônio.
Bom, esses são meus ganchos para os próximos posts. Até breve!
Foto: A Torre de Belém, no fim de tarde da última quinta-feira.
Meu objetivo era curtir o jogo sozinho durante a refeição. Entretanto, foi muito melhor. Alguns colegas franceses chegaram logo depois e juntaram-se a mim. A conversa estava muito boa, mas tive que interrompê-la três vezes. Sem estardalhaço. Com classe. 1, 2 e 3.
Se São Paulo está aprendendo a conviver com as manifestações, a Europa já é craque nisso. Na França, é algo tão comum, que a palavra foi encurtada para "manif". E a manif da semana foi a do controle aéreo. Vocês se lembram do que uma greve de controle aéreo pode fazer? Pois é, fez. 50% dos vôos foram cancelados entre terça e quinta.
A Europa cogita a unificação do controle do seu espaço aéreo, algo bem razoável pelo tamanho do continente. Evidentemente, isso traria uma sinergia significativa. A resistência da categoria é natural.
Tive alguma sorte, pois meus vôos foram confirmados. Já os atrasos foram consideráveis. Enfim, com alguma tensão, passei por Londres, Paris e cheguei em Lisboa.
Estive em Lisboa algumas vezes, apesar de não ter publicado nenhuma foto neste blog. Desta vez, tive duas experiências novas: 1) fiquei hospedado numa área que não conhecia, onde fica o "legado" da Expo 1998 (São Paulo é candidata à realização da Expo 2020). 2) cheguei em plena festa de Santo Antônio.
Bom, esses são meus ganchos para os próximos posts. Até breve!
Foto: A Torre de Belém, no fim de tarde da última quinta-feira.
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