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Thursday, May 19, 2011

Não é o que você está pensando

Se DSK está numa péssima situação, aqui no Brasil, Palocci não chega a tanto. Afinal, em menos de duas semanas, é o segundo ministro "blindado" por Dilma. Livre do fogo da classe política, dominada pelo governo, resta à imprensa o papel de desmascará-lo. Mais uma vez.

Flagrado pela milagrosa multiplicação do seu patrimônio, as desculpas do Palocci são cômicas. Parece aquela cena clássica, na qual um marido chega em casa, surpreende a esposa com outro homem na cama, e aí, ela diz: Não é o que você está pensando!

Aprecio o governo da Dilma, mas lamento a persistência no mesmo erro do seu antecessor, de ampla tolerância à corrupção. A corrupção no primeiro escalão do governo é especialmente perversa, pois serve de exemplo a toda uma classe de servidores públicos.

Lula e Dilma tinham cacife para dar um basta neste comportamento histórico dos nossos políticos. É claro que se trata de uma longa caminhada. Mas, alguém precisa dar o primeiro passo.


Foto: Uma outra tomada do resort na praia do Forte (Bahia).

Monday, May 16, 2011

Entre mortos e feridos

As forças e fraquezas de DSK são velhas conhecidas dos franceses. Para os socialistas, ele representava uma esperança de pacificação e unificação do partido, preparando para a vitória em 2012. O bom trabalho diante do FMI só reforçou a sua imagem de competência, apesar dos escândalos que marcaram sua carreira.

DSK já morreu e renasceu várias vezes. Um escândalo sexual a mais não faz diferença. A França já tolerou muita coisa estranha aos bons costumes debaixo dos lençóis do Eliseu. Um presidente tarado é mais bem aceito do que um casamento de fachada com uma modelo italiana.

Se DSK for inocentado, ainda pode voltar como herói. Principalmente, se for provado que tudo foi armado pela direita. Entretanto, o seu maior problema está do outro lado do Atlântico. Será que ele se livra dessa? Será que vai ficar uma temporada nos EUA, mas não exatamente nos escritórios do FMI? Não conheço bem a justiça norte-americana, mas as perspectivas não são boas. Dizem por aí, que os EUA não querem outro Roman Polanski.

Ainda falta muito tempo para a eleição francesa. Em tese, Sarkozy e Le Pen são beneficiados com a possível morte política de DSK. Mas, se ficar a menor dúvida de armação para o DSK, quem morre é o baixinho.


Foto: Mais uma foto da Praia do Forte, no último feriado.

Saturday, May 14, 2011

Dura lex gallica

Nesta semana, o governo francês apertou as regras do trânsito em nome da segurança. Serão extintas as placas que avisam quando entramos numa zona sujeita a controles por radar e todos os aparelhos antirradar serão proibidos, inclusive o popular Coyote.

O Coyote não é um detector de radar, mas um sistema de alerta cooperativo, como descrevi há pouco mais de um ano. Há também sistemas de alerta via celular, que foram igualmente proibidos.

As novas punições são exemplares. Por exemplo, o motorista flagrado a uma velocidade 50km/h superior ao limite permitido, receberá uma pena quádrupla: 1) Multa de 3750 euros; 2) Três meses de prisão; 3) Confisco do veículo; e 4) Seis pontos na carteira. Duríssima mesmo!

A medida não foi muito bem recebida, o que já era esperado. O castigo aplicado ao caso acima foi relativamente compreendido. Entretanto, a multiplicação de radares escondidos e sem qualquer indicação é o que mais assusta. No que se refere às duras penalidades aos infratores alcoolizados, a aceitação foi plena.

Apesar das excelentes auto-estradas francesas, onde a velocidade é limitada a 130 km/h, creio que serão raros aqueles que ousarão ultrapassar os 180 km/h. Por outro lado, as multas em perímetro urbano, menos graves e mais frequentes, crescerão exponencialmente.

Quando voltei à São Paulo, demorei a me habituar com os diferentes limites de velocidade: 50, 60 e 70 km/h. De qualquer forma, poder ser multado em São Paulo é uma dádiva. Afinal, passamos boa parte do tempo dirigindo pelas nossas ruas a cerca de 20 km/h, quando não estamos parados.


Foto: Depois de vários longos e tenebrosos invernos, coloquei o pé na praia. Com certeza, visitei várias cidades litorâneas na Europa, mas fazia tempo que não mergulhava no mar. Passei o último feriado na Praia do Forte, daí a foto diferente da paisagem típica deste blog.